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FMF lança campanha contra grito homofóbico: ‘La ola sí, el grito no’

Apoie a seleção mexicana com respeito e celebre a paixão sem discriminação nos estádios
FMF lança campanha contra grito homofóbico: 'La ola sí, el grito no'

Apoie a seleção mexicana com respeito e celebre a paixão sem discriminação nos estádios

A Federação Mexicana de Futebol (FMF) deu um passo importante para promover o respeito e a inclusão nos estádios com a campanha “La ola sí, el grito no”. A iniciativa visa erradicar o grito homofóbico “eh puto”, frequentemente dirigido ao goleiro adversário, que tem gerado multas e punições da FIFA nos últimos anos.

Uma chamada para a união sem discriminação

A campanha aposta na nostalgia de um movimento icônico: a “ola” que agitava as arquibancadas durante a Copa do Mundo de 1986, realizada no México. A FMF destaca que esse gesto de união e festa é um dos legados mais significativos do futebol internacional, capaz de transformar as torcidas no verdadeiro jogador número 12, sem espaço para ofensas.

Ex-jogadores do México, como Carlos de los Cobos, Luis Flores e Mario Trejo, participam do movimento, reforçando a importância de um apoio apaixonado, porém respeitoso. O objetivo é canalizar a energia das torcidas para um ambiente positivo e acolhedor, especialmente com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando.

O impacto do grito homofóbico e os desafios da mudança

Apesar das tentativas da FMF e da FIFA em combater o grito homofóbico por meio de protocolos que suspendem partidas e campanhas educativas, o problema persiste, inclusive em jogos nacionais recentes, como no estádio Azteca durante as semifinais do Torneio Clausura 2026.

O Conselho Nacional para Prevenir a Discriminação (Conapred) já afirmou que o grito é uma expressão de desprezo, que associa a homossexualidade a um insulto e reforça estigmas negativos, machistas e discriminatórios. No contexto esportivo, que historicamente é um espaço masculino, esse tipo de agressão reforça preconceitos e exclusões.

Por um futebol mais inclusivo e acolhedor

Essa campanha da FMF ressoa para além do futebol: é um convite para que todas as pessoas, incluindo a comunidade LGBTQIA+, se sintam acolhidas e respeitadas nos espaços esportivos. A paixão pelo futebol pode ser uma força poderosa para a inclusão, se for expressa sem agressões e preconceitos.

Para a comunidade LGBTQIA+, ver o esporte abraçar a diversidade e repudiar o discurso de ódio é um avanço simbólico e concreto. O futebol tem o poder de unir torcedores de diferentes origens, identidades e orientações sexuais, celebrando a diversidade que existe dentro e fora dos estádios.

Mais do que uma simples campanha, “La ola sí, el grito no” representa a urgência de transformar o ambiente esportivo em um espaço seguro e vibrante para todxs. Afinal, a verdadeira paixão não precisa de exclusões nem de preconceitos para ser sentida com intensidade.

Que essa onda de respeito contagie as arquibancadas e inspire outras ligas e torcidas a repensar suas atitudes, promovendo uma cultura de apoio genuíno e celebração da diversidade. O futebol pode – e deve – ser um palco de representatividade e inclusão.

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