Jornalista não aceita brincadeira que desrespeita a comunidade LGBTQIA+ e corta entrevista ao vivo
Durante uma reportagem ao vivo no matinal “Contigo en la Mañana”, do canal Chilevisión, o jornalista Gino Costa protagonizou um momento tenso ao ser alvo de um comentário homofóbico disfarçado de brincadeira. O episódio aconteceu enquanto Costa conversava com moradores de Maipú, região de Santiago, Chile.
O comentário que gerou desconforto
Um dos entrevistados enviou inicialmente uma mensagem carinhosa, mencionando a esposa e a filha, mas logo revelou que perdeu contato com o filho devido à sua ausência como pai. Ao ser aconselhado por Costa a melhorar essa relação, o homem respondeu com uma frase que fez referência à orientação sexual do jornalista: “Esse tipo de homem a nós não nos gusta”. Em tom de brincadeira, ele ainda afirmou: “Não a mim também não me gustan os homens”.
Imediatamente, Gino Costa demonstrou incômodo e respondeu firme: “Sei que não gosta dos homens, ficou claro, mas esse tipo de homem que não é um bom pai, esse não gostamos. Não tente mudar o assunto, porque quem agiu mal foi você, não eu”. A resposta contundente cortou o clima descontraído e deixou claro que o jornalista não tolera qualquer forma de desrespeito.
Encerrando a entrevista com posicionamento
O entrevistado, sem perceber a reação do comunicador, continuou enviando saudações a amigos e colegas, mas Costa interrompeu e encerrou a entrevista dizendo: “Muito saudações. Melhor use esse tempo para se aproximar do seu filho que você abandonou. Tá, tchau, peixe”. A atitude de Gino foi elogiada pelos colegas no estúdio, que reconheceram sua postura firme contra a homofobia.
Representatividade e respeito no jornalismo
Gino Costa, assumidamente gay, reforçou com esse episódio a importância de se posicionar diante de comentários que perpetuam preconceitos, especialmente em espaços públicos e na mídia. O momento serve como um alerta para que a comunidade LGBTQIA+ continue conquistando respeito e visibilidade, combatendo discriminações veladas ou explícitas.
Esse episódio evidencia como o combate à homofobia ainda é urgente, inclusive em ambientes que deveriam promover a inclusão e o diálogo respeitoso. O jornalismo, quando aliado à representatividade, pode ser uma poderosa ferramenta para enfrentar essas questões e fortalecer a voz LGBTQIA+.
Mais do que uma reação pontual, a postura de Gino Costa é um lembrete de que não devemos aceitar silêncios frente ao preconceito. A comunidade LGBTQIA+ merece espaços seguros, seja na TV, na rua ou em qualquer lugar, onde o respeito seja a regra e o amor a motivação. É um convite para que todos e todas se posicionem contra o discurso de ódio e construam juntos uma sociedade mais justa e diversa.
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