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André Rizek explica desafio com ex-jogadores

Apresentador do sportv contou por que comentaristas vindos do campo chegam desconfiados à TV. Entenda o que ele disse.
André Rizek explica desafio com ex-jogadores

Apresentador do sportv contou por que comentaristas vindos do campo chegam desconfiados à TV. Entenda o que ele disse.

André Rizek virou assunto nesta terça-feira (27), no Brasil, após revelar em entrevista ao Notícias da TV qual é o principal obstáculo ao trabalhar com ex-jogadores na televisão durante a cobertura da Copa do Mundo de 2026. Direto dos Estados Unidos, onde estará à frente do Seleção sportv, o jornalista explicou que muitos ex-atletas chegam à bancada com forte desconfiança sobre o papel da imprensa esportiva.

Segundo Rizek, esse receio aparece especialmente entre nomes que nunca haviam atuado como comentaristas. A impressão inicial, de acordo com ele, é a de que a TV quer usar essas figuras para criar polêmica, atacar atletas ou “falar mal” de alguém. O apresentador afirmou, porém, que a proposta do programa passa por uma análise técnica e qualificada da Copa, e não por desgaste de reputações.

Por que André Rizek está em alta?

O nome de André Rizek ganhou tração nas buscas porque a entrevista foi publicada às vésperas da intensificação da cobertura da Copa do Mundo de 2026, um dos temas de maior interesse do público brasileiro. Como um dos rostos mais conhecidos do sportv, ele também chama atenção por estar novamente no comando de um dos programas centrais do canal durante o Mundial.

Na conversa, Rizek relatou que esse estranhamento entre jornalistas e ex-jogadores é mais comum do que parece. Para ele, muitos profissionais que vieram do futebol chegam “com mil pés atrás” por desconhecerem a rotina da televisão e por associarem o debate esportivo a conflito gratuito. Com o tempo, segundo o apresentador, eles percebem que o trabalho pode ser mais sério, colaborativo e até prazeroso.

Ele citou como exemplo o caso de Filipe Luís, que comentou a Copa de 2022 na Globo. Rizek contou que o ex-lateral se surpreendeu positivamente com os bastidores e com a dinâmica de produção. A ideia, no relato do jornalista, é que quem vem do campo costuma descobrir um ambiente diferente daquele que imaginava antes de sentar na bancada.

O que ele disse sobre Felipão e o Seleção sportv?

Uma das expectativas para o programa é a participação de Luiz Felipe Scolari. Rizek revelou que a conversa para levar o técnico ao projeto foi longa, justamente porque Felipão também demonstrava preocupação com a possibilidade de ser usado para criticar jogadores ou virar alvo de piadas. O jornalista afirmou que tentou mostrar ao treinador que a intenção é construir uma leitura consistente da competição.

Na avaliação de Rizek, a experiência de Scolari pode enriquecer especialmente a análise sobre Carlo Ancelotti e o comando da Seleção Brasileira. Como o treinador italiano tende a falar pouco durante o torneio, a presença de Felipão no estúdio poderia ajudar a traduzir decisões táticas e de gestão de grupo para o público.

Além de Scolari, a formação do Seleção sportv para a Copa deve reunir Felipe Melo, Paulo Nunes, D’Alessandro, Renato Augusto e Bruno Formiga, este último como o único jornalista além de Rizek. Para o apresentador, não existe disputa entre quem vem da redação e quem vem do gramado. Ao contrário: ele defende que os dois olhares se complementam.

Jornalista e ex-jogador competem por espaço?

Rizek foi direto ao dizer que não vê uma briga entre perfis diferentes de comentaristas. Na visão dele, o jornalista tende a estar mais atento a bastidores, apuração e notícia, enquanto o ex-jogador entrega repertório técnico, vivência de vestiário e leitura prática do jogo. Ele resumiu a relação como uma soma, e não como uma competição.

Esse ponto ajuda a explicar por que o tema repercute tanto. O debate sobre quem pode ou deve comentar futebol na TV brasileira reaparece com frequência, sobretudo em anos de Copa. E ele toca numa questão maior: como tornar a cobertura esportiva mais plural, menos caricata e mais preparada para dialogar com diferentes públicos.

Para além do estúdio montado em Nova York, Rizek disse que quer manter uma postura de repórter durante o Mundial. Ele afirmou que não pretende passar o torneio inteiro fechado em uma sala vendo partidas pela televisão. A intenção é ir à rua, acompanhar treinos, buscar entrevistas e viver a atmosfera da Copa de perto, algo que considera essencial para fazer jornalismo esportivo com contexto.

Na avaliação da redação do A Capa, a fala de André Rizek expõe uma transformação importante da TV esportiva brasileira: comentar não é apenas opinar, mas construir leitura responsável sobre o jogo e seus personagens. Para a comunidade LGBTQ+, que historicamente enfrenta ambientes hostis no futebol e na cobertura esportiva, essa defesa de um debate menos agressivo e menos baseado em humilhação pública é especialmente relevante. Quanto mais a análise esportiva se afasta da lógica da “lacração” vazia e do ataque pessoal, maior a chance de o futebol na mídia se tornar um espaço mais inclusivo, diverso e civilizado.

Perguntas Frequentes

O que André Rizek disse sobre ex-jogadores na TV?

Ele afirmou que muitos ex-jogadores chegam desconfiados ao trabalho como comentaristas, com medo de serem usados para criar polêmica ou falar mal de outros profissionais.

André Rizek vai apresentar qual programa na Copa de 2026?

O jornalista foi escalado para comandar o Seleção sportv, programa de debates do canal durante a cobertura do Mundial nos Estados Unidos.

Quem deve participar da bancada com André Rizek?

Entre os nomes citados estão Luiz Felipe Scolari, Felipe Melo, Paulo Nunes, D’Alessandro, Renato Augusto e Bruno Formiga.


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