Técnico do Internacional é criticado por fala sobre cor rosa e gera debate urgente sobre inclusão no esporte
O futebol brasileiro voltou a ser palco de um debate necessário e urgente após o técnico Abel Braga, do Internacional, ser alvo de críticas por um comentário homofóbico feito durante sua apresentação oficial. Ao se referir à camisa rosa usada pelos jogadores em apoio à campanha Outubro Rosa, o treinador usou o termo “time de viado”, expressão preconceituosa que gerou uma reação imediata da mídia e da comunidade LGBTQIA+.
Repercussão e crítica contundente na mídia
O comentário de Abel Braga não passou despercebido. No programa “Melhor da Tarde”, da Band, o apresentador Thiago Pasqualotto não só repudiou a fala, como também chamou atenção para a necessidade de mais sensibilidade e respeito dentro do futebol. Pasqualotto destacou que é inaceitável que um profissional do esporte ainda utilize termos tão ultrapassados e ofensivos, reforçando que o ambiente futebolístico precisa evoluir e se abrir para a diversidade.
A apresentadora Chris Flores também pontuou que a cor rosa, frequentemente associada à delicadeza e à campanha contra o câncer de mama, é usada até por grandes nomes do futebol, como Lionel Messi, e que a rejeição à cor simboliza um retrocesso em tempos em que o esporte deve ser mais inclusivo.
Pedido de desculpas e denúncia formal
Após a repercussão negativa, Abel Braga publicou um pedido de desculpas em seu Instagram, reconhecendo que sua fala não foi adequada e que cores não devem definir gêneros ou identidades. Apesar da retratação, o episódio gerou uma denúncia formal ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) feita pelo coletivo Canarinhos, que representa torcidas e movimentos LGBTQIAPN+. O grupo ressaltou que o pedido de desculpas é apenas o começo e que é imprescindível que o futebol assuma um compromisso real com a inclusão e o combate ao preconceito.
Futebol e a urgência da inclusão
O episódio envolvendo Abel Braga expõe as tensões ainda presentes no futebol em relação à diversidade e à aceitação. O esporte, que tem enorme influência cultural e social no Brasil, precisa urgentemente se posicionar contra qualquer forma de discriminação, especialmente a homofobia. A fala do treinador é um alerta para dirigentes, atletas e torcedores: é hora de transformar o futebol em um espaço seguro, acolhedor e respeitoso para todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.
O comentário homofóbico de Abel Braga revela que a luta por respeito e inclusão no futebol brasileiro está longe de acabar. É fundamental que a comunidade LGBTQIA+ e aliados continuem pressionando por mudanças reais, para que o esporte mais popular do país possa, enfim, refletir a diversidade e o amor que existem fora das quatro linhas.
Mais do que palavras, o futebol precisa de ações concretas que promovam a igualdade e o combate ao preconceito. Afinal, quando o esporte abraça a diversidade, ele se torna mais forte, mais vibrante e mais humano. Que este episódio sirva de catalisador para uma transformação verdadeira, onde o respeito à comunidade LGBTQIA+ seja celebrado e garantido dentro e fora dos estádios.