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All Things Go: Festival queer e feminista que redefine a cena indie

All Things Go: Festival queer e feminista que redefine a cena indie

De blog a fenômeno, All Things Go celebra artistas LGBTQIA+ e femininas com muita representatividade

O All Things Go não é apenas um festival de música indie; é uma celebração vibrante da cultura queer e feminista, que teve seu começo modesto em 2006 como um blog criado por um grupo de amigos apaixonados por música. De Washington, D.C., para Nova York e agora Toronto, Canadá, o All Things Go vem crescendo e conquistando um espaço seguro e acolhedor para artistas e fãs LGBTQIA+ e mulheres, reafirmando sua importância na cena musical independente.

Uma história de inclusão e crescimento

O festival nasceu da paixão por divulgar música indie, rock e eletrônica, focando em bandas locais e ao vivo. Com o tempo, o blog se transformou em um evento anual, o All Things Go Fall Classic, que em 2014 já reunia cerca de 5 mil pessoas. Um marco importante foi a edição de 2018, quando o festival apresentou sua primeira programação totalmente feminina, com nomes como Maggie Rogers e Billie Eilish, colocando o feminismo e a representatividade no centro das atenções.

Nos últimos anos, o All Things Go ampliou sua presença, adicionando uma data em Nova York e, mais recentemente, uma terceira edição em Toronto, no Canadá. Essa expansão reforça o compromisso do festival com a diversidade e a inclusão, mantendo-se fiel à sua essência de apoio a artistas que desafiam padrões.

O festival que abraça a comunidade LGBTQIA+

Conhecido carinhosamente por apelidos como “Gaychella”, “Lesbopalooza” e “All Things Gay”, o All Things Go conquistou a reputação de ser um espaço seguro e acolhedor para a comunidade LGBTQIA+. Performances marcantes, como a do grupo MUNA, formado por integrantes que usam pronomes she/they e they/them, mostram como o festival valoriza a diversidade de identidades de gênero e orientações sexuais.

Além disso, artistas queer como G Flip, que se identifica como não-binárie, e Lucy Dacus, abertamente queer, reforçam a importância do All Things Go como um palco onde vozes LGBTQIA+ podem brilhar com força total. A presença constante dessas vozes ajuda a consolidar o festival como um marco da cultura queer na música indie.

Mais que música: uma comunidade que cuida

O All Things Go vai além dos shows. Um exemplo emblemático foi quando Chappell Roan, vencedora do prêmio de Melhor Artista Novo, precisou cancelar sua apresentação para cuidar da saúde mental. A resposta do festival foi acolhedora e solidária, com drag queens assumindo o palco e transformando o momento numa celebração da resiliência e do apoio mútuo.

Essa postura reforça o compromisso do All Things Go com a inclusão e o bem-estar, construindo um ambiente onde artistas e público se sentem valorizados e protegidos. Além disso, o festival colabora com iniciativas como o The Ally Coalition, que promove a igualdade LGBTQIA+ e empodera jovens a atuarem em suas comunidades locais.

Lineup potente e novidades para 2025

As edições de 2025 prometem muita emoção. Em Washington, D.C., Nova York e Toronto, nomes como Lucy Dacus, Kesha, The Marías, Reneé Rapp e G Flip lideram um lineup que mistura veteranos e novos talentos. Muitos desses artistas também participam do All Things Go 10 Years LP, um disco comemorativo cujas vendas ajudam causas LGBTQIA+.

Recentemente, Djo lançou a versão deluxe do álbum “The Crux”, e Remi Wolf surpreendeu com o single “Children of the Baked Potato” em parceria com Thundercat, mostrando que a música do festival está em constante movimento e inovação.

Por que All Things Go é essencial para o público LGBTQIA+

Em tempos em que representatividade e espaços seguros são mais necessários do que nunca, o All Things Go se destaca como uma celebração de música, identidade e comunidade. Ao abraçar e promover artistas queer e femininas, o festival cria um ambiente onde a diversidade é a regra e a criatividade, o combustível.

Para o público LGBTQIA+ que busca conexão, inspiração e alegria, o All Things Go é mais que um evento. É um manifesto de orgulho, resistência e amor pela arte que desafia e transforma.

Prepare-se para viver momentos inesquecíveis e se conectar com uma comunidade que valoriza cada nuance da diversidade. O All Things Go 2025 está chegando para reafirmar que a música pode — e deve — ser um espaço de inclusão verdadeira.

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