Funk, K-Pop e afrobeat se unem em hino global com polêmica sobre créditos para produtores brasileiros
A tão aguardada Copa do Mundo 2026 já tem sua música oficial, e ela é um encontro poderoso entre culturas e ritmos globais. A brasileira Anitta se uniu à estrela tailandesa Lisa, do Blackpink, e ao rapper nigeriano Rema para lançar “Goals”, uma faixa que mistura funk brasileiro, K-Pop e afrobeat, celebrando a diversidade sonora que só o esporte mais popular do planeta poderia inspirar.
Uma fusão musical vibrante
“Goals” não é apenas uma música, mas um verdadeiro hino que atravessa fronteiras e idiomas. Com predominância do inglês, o single traz Lisa brilhando na abertura com seus versos marcantes, seguida por Anitta que adiciona charme em português e espanhol, e Rema fechando com seu toque único do afrobeat. O videoclipe, ambientado em uma quadra de futebol de salão com piso de areia, traz uma estética energética, embora as gravações das artistas tenham sido feitas separadamente, ressaltando as labaredas pirotécnicas do cenário da brasileira.
Créditos apagados e luta por reconhecimento
Por trás do sucesso de “Goals”, a produção ficou a cargo do duo brasileiro Tropkillaz, formado por André Laudz e Zé Gonzales. Porém, o lançamento não foi livre de controvérsias: os nomes dos produtores nacionais foram omitidos inicialmente nas plataformas digitais, deixando apenas o canadense Cirkut nos créditos. Essa exclusão gerou revolta e mobilização nas redes sociais, com o Tropkillaz denunciando a tentativa de apagamento e reivindicando o devido reconhecimento, que logo foi conquistado graças à pressão dos fãs e à rápida correção da FIFA.
O impacto cultural e social da música oficial
“Goals” representa mais do que um tema para a Copa do Mundo: é uma celebração da pluralidade cultural e da união global que o futebol promove. A parceria entre Anitta, Lisa e Rema transcende estilos e origens, refletindo a força da música como ferramenta de inclusão e representatividade. Para a comunidade LGBTQIA+, que valoriza a diversidade e a quebra de padrões, essa canção é um símbolo de que espaços tradicionais, como o futebol, podem e devem ser palco para vozes múltiplas e empoderadas.
Além disso, a polêmica envolvendo os créditos ressalta a importância de reconhecer e valorizar os profissionais brasileiros que levam nossa cultura para o mundo, especialmente em projetos de grande alcance. A vitória do Tropkillaz em garantir seu lugar nas honras da produção é uma conquista que inspira outras vozes periféricas e marginalizadas a lutarem por seu espaço com orgulho.
Em tempos em que visibilidade e justiça caminham lado a lado, “Goals” é um marco que une ritmo, paixão e ativismo silencioso. Para o público LGBTQIA+, a música oficial da Copa do Mundo 2026 é também um chamado para celebrar nossa diversidade em todos os palcos da vida, inclusive nos esportivos, desafiando velhos estereótipos e fortalecendo a representatividade.
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