Cantora investiu pesado em projeto espiritual que celebra matrizes africanas e autoconhecimento
Em uma conversa exclusiva com a imprensa, a icônica cantora Anitta, que tem 33 anos, abriu o coração sobre seu oitavo álbum de estúdio, Equilibrivum. Este projeto, profundamente inspirado na espiritualidade e nas religiões de matriz africana, é o mais ambicioso e também o mais caro que a artista já produziu até hoje.
Anitta explicou que o investimento não se limita apenas à produção musical, mas engloba toda a logística, como viagens de compositores e produtores, diárias de gravação, equipe técnica, locações paradisíacas para os clipes, além de todo o aparato visual que envolve o lançamento. “As pessoas não têm noção do quanto se gasta para fazer um álbum”, afirmou a cantora, que preferiu não revelar o valor exato para não desviar o foco da mensagem do disco.
Um mergulho na cultura e na fé
O álbum Equilibrivum reflete um momento de conexão profunda de Anitta com suas raízes e a ancestralidade, exaltando elementos da cultura afro-brasileira com uma sonoridade contemporânea e uma estética visual que remete a lugares sagrados, como Ibitipoca, cenário de gravação que a cantora descreveu como um verdadeiro paraíso. “Foi quase uma férias, só que gravando”, compartilhou.
Além do aspecto financeiro, Anitta destacou que o investimento foi um desejo genuíno, um momento de entrega e felicidade na carreira. Ela ressaltou ainda que esse gasto consciente é resultado de um equilíbrio, já que passou um período anterior trabalhando menos e economizando, o que permitiu que agora pudesse investir com liberdade e prazer.
Trabalho, investimento e realização
Para Anitta, trabalhar e lucrar nem sempre caminham juntos. “Às vezes você gasta mais do que ganha para entregar algo grande”, explicou, mostrando a maturidade de quem entende o valor artístico e cultural do que está criando. “Eu sempre investi muito no meu trabalho, e neste álbum quis ir além porque estava muito feliz e envolvida com o projeto.”
Esse álbum não é só um marco na trajetória da cantora, mas também um convite para que seu público, especialmente a comunidade LGBTQIA+, celebre suas raízes, sua fé e a força da ancestralidade, trazendo à tona debates sobre identidade, espiritualidade e representatividade.
Anitta mais uma vez mostra que seu trabalho transcende o entretenimento e se torna uma ponte para a valorização da cultura afro-brasileira e para o empoderamento de quem busca se encontrar através da arte e da espiritualidade.
Esse investimento pesado na música e na mensagem é uma demonstração de coragem e autenticidade, qualidades que reverberam com muita força dentro da comunidade LGBTQIA+. Afinal, como ela mesma prova, é possível alinhar sucesso, arte e compromisso cultural sem perder a leveza e a alegria do processo criativo.