Cantora explica os desafios técnicos e a importância da performance perfeita em eventos ao vivo
Anitta, uma das maiores estrelas da música brasileira e ícone para a comunidade LGBTQIA+, abriu o coração sobre um assunto que gera dúvidas entre fãs e críticos: o motivo pelo qual ela não canta ao vivo em premiações. Em uma conversa sincera durante a Oficina do Estrela da Casa, a cantora revelou que a decisão está atrelada a desafios técnicos e à busca por entregar uma performance impecável para o público que a acompanha.
Acústica e desafios técnicos em grandes eventos
A cantora explicou que quando ocorre o som no palco, geralmente o local está vazio, e a acústica não é a mesma quando a arena está cheia. “Você passa o som pensando naquela acústica. Quando enche de pessoas ali, a acústica vira outra”, contou Anitta, mostrando todo o cuidado que tem com a qualidade do som que chega ao público.
Além disso, ela destacou que as transmissões ao vivo trazem atrasos e falhas no som, que precisam ser ajustados, o que dificulta ainda mais cantar ao vivo em eventos desse porte. “É por isso que eu não faço ao vivo em prêmio nenhum”, revelou a artista, que preza por uma apresentação perfeita para milhões de espectadores.
Preparação e uso da voz gravada
Anitta contou que seu processo envolve gravar a voz dias antes do evento. “Eu pego o microfone, fico pulando, cantando, gravo. Na hora do prêmio, eu solto essa voz gravada”, disse, expondo a dedicação para que o público tenha a melhor experiência possível, mesmo que a performance não seja ao vivo.
Respondendo às críticas sobre ‘playback’
Sobre as críticas que acusam a cantora de fazer “playback”, Anitta foi direta e confiante: “Não quero saber. Vão falar mal, que é ‘playback’… Vai no meu show, vê ao vivo, que está ótimo”. Ela reafirma seu compromisso com a qualidade e a entrega genuína de seus shows presenciais, enquanto nas premiações opta pela melhor estratégia para garantir a excelência do espetáculo.
Essa transparência da Anitta, que é uma referência para o público LGBTQIA+, mostra não só sua preocupação com a arte, mas também a coragem de quebrar tabus e falar abertamente sobre os bastidores do entretenimento. Afinal, cada escolha artística tem um propósito e merece ser compreendida com empatia e respeito.