Atriz viraliza com o filme Mother Mary, drama pop com Michaela Coel que divide a crítica; entenda por que o nome dela subiu nas buscas.
Anne Hathaway entrou entre os assuntos em alta no Brasil nesta terça-feira (15) após a publicação das primeiras críticas de Mother Mary, novo filme de David Lowery exibido antes da estreia nos cinemas dos Estados Unidos, marcada para 17 de abril. No longa, a atriz vive uma estrela pop em crise que reencontra uma estilista interpretada por Michaela Coel, em uma trama que mistura moda, trauma, música e tensão queer.
O interesse brasileiro em torno de Anne Hathaway não vem só do fator celebridade. Mother Mary reúne elementos que costumam mobilizar o público online — diva pop, figurinos extravagantes, nomes como FKA twigs, Charli xcx e Jack Antonoff na trilha, além de uma estética pensada para gerar conversa nas redes. A crítica publicada pelo The Guardian, porém, indica que o filme deve dividir opiniões: embora reconheça momentos visuais impactantes e uma performance segura de Hathaway como estrela musical, o texto avalia que o resultado final é confuso, excessivamente solene e menos provocador do que promete.
Por que Anne Hathaway está em alta agora?
O gatilho principal foi a repercussão da resenha de Mother Mary, que descreve o longa como um drama pop estiloso, mas atrapalhado por diálogos grandiloquentes e uma falta de autoconsciência. Na história, Mother Mary é uma cantora famosa que tenta voltar aos palcos depois de um evento misterioso que a afastou da carreira. Faltando três dias para seu retorno, ela procura a estilista Sam Anselm, personagem de Michaela Coel, para criar um figurino que a reconecte com sua própria identidade.
A dinâmica entre as duas é o centro da trama. Sam não apenas trabalhou com Mary no passado, como também parece ter tido com ela uma intimidade que o filme sugere, mas não aprofunda. Segundo a crítica do jornal britânico, esse vínculo tem um peso emocional e possivelmente romântico, mas o roteiro trata essa dimensão queer com cautela demais para um projeto vendido como “thriller pop psicossexual”. Em vez de explorar plenamente essa tensão, o filme preferiria se refugiar em simbolismos, frases filosóficas e imagens de impacto.
Há, ainda assim, aspectos elogiados. O texto destaca que Anne Hathaway convence nas cenas de flashback em que aparece como uma grande estrela pop, com coreografias, dançarinos e números de arena banhados por luz azul. Uma das músicas citadas é My Mouth Is Lonely For You, assinada por FKA twigs. A trilha também conta com contribuições de Charli xcx e Jack Antonoff, o que ajuda a explicar por que o longa chamou atenção imediata entre fãs de cultura pop.
O que a crítica diz sobre Mother Mary?
De acordo com o The Guardian, o filme tem lampejos de brilho visual, mas se perde em um tom excessivamente sério. A publicação argumenta que Michaela Coel acaba se sobressaindo a Anne Hathaway, graças a uma atuação mais precisa e irônica, capaz de encontrar humor em um roteiro carregado. Sam, sua personagem, é descrita como fria, imponente e dona das melhores falas do longa.
O review também menciona participações de nomes queridos do público, como FKA twigs, Sian Clifford, Hunter Schafer e Kaia Gerber. Nem todos, porém, teriam espaço suficiente em cena. Hunter Schafer, por exemplo, é apontada como subaproveitada, enquanto Kaia Gerber quase não consegue mostrar seu timing cômico. Esse tipo de elenco, por si só, já ajuda a impulsionar a curiosidade online — especialmente entre públicos que acompanham moda, música e cinema autoral.
Outro ponto levantado é o contraste entre o orçamento reportedly alto, na casa dos US$ 100 milhões, e a estrutura mais fechada da narrativa. Boa parte do filme se passa em conversas tensas entre Mary e Sam em um celeiro decadente, enquanto as cenas de palco, mais grandiosas, aparecem como respiros espetaculares. Para a crítica, o show visual funciona melhor do que os debates existenciais entre as protagonistas.
Há interesse LGBTQ+ em torno do filme?
Sim — e isso ajuda a entender a força do assunto nas buscas. O próprio texto do The Guardian observa que Mother Mary tem, no papel, ingredientes para virar um “filme de gay”: atrizes glamourosas, tensão romântica mal resolvida, moda como linguagem dramática e um imaginário quase fantasmagórico feito de tecido, performance e desejo. Só que, na prática, o longa seria tímido justamente onde poderia ousar mais.
Essa observação conversa diretamente com um debate recorrente na comunidade LGBTQ+: quando uma obra flerta com códigos queer, mas evita desenvolver afetos, sexualidade e intimidade com a mesma coragem estética que exibe no visual. Num momento em que o pop sáfico e narrativas LGBTQ+ mais explícitas ganharam espaço global, um filme que promete intensidade queer e entrega ambiguidade excessiva inevitavelmente gera frustração.
Na avaliação da redação do A Capa, o interesse em Anne Hathaway cresce não apenas pelo peso do nome da atriz, mas porque Mother Mary toca em um imaginário muito familiar ao público LGBTQ+: divas em crise, moda como armadura, reinvenção de imagem e relações atravessadas por desejo e poder. Quando um filme com esse pacote chega cercado de expectativa e críticas divididas, a curiosidade dispara — inclusive no Brasil, onde cultura pop e leitura queer costumam caminhar juntas nas redes.
Nos Estados Unidos, Mother Mary estreia em 17 de abril. No Reino Unido, chega em 24 de abril, e na Austrália, em 14 de maio. Até o momento, o material disponível indica que o filme deve mobilizar mais debate do que consenso — o que, para a internet, já é combustível suficiente.
Perguntas Frequentes
Por que Anne Hathaway está em alta no Google Trends?
Porque as primeiras críticas de Mother Mary começaram a circular, colocando a atriz no centro das conversas sobre cinema, cultura pop e moda.
O que é o filme Mother Mary?
É um drama dirigido por David Lowery sobre uma estrela pop em crise que procura uma estilista do passado para ajudá-la em seu retorno aos palcos.
Mother Mary tem temática LGBTQ+?
O filme sugere uma relação queer entre as protagonistas, mas a crítica do The Guardian aponta que essa dimensão é tratada de forma mais contida do que o esperado.
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