Atriz conta como superou medos e se reinventou para interpretar estrela pop em filme de David Lowery
Anne Hathaway, uma das estrelas mais queridas de Hollywood, compartilhou abertamente os desafios emocionais e físicos que enfrentou para viver um papel transformador em seu novo filme Madre María, dirigido por David Lowery. Na trama, ela se transforma em uma cantora pop com traços que lembram ícones como Lady Gaga e Taylor Swift, mas o processo de dar vida à personagem exigiu dela muito mais do que atuação: foi uma verdadeira jornada de autodescoberta e superação.
Encarando a vulnerabilidade e o aprendizado
Para Anne, aceitar ser uma iniciante novamente foi o maior teste. Ela revelou que precisou abrir mão da zona de conforto e lidar com a sensação diária de ser um “desastre” para aprender a se expressar de uma forma completamente nova. “Tive que aceitar ser uma principiante. A humildade de se apresentar todo dia sabendo que você vai errar, e está tudo bem”, contou a atriz, reforçando a importância do autoconhecimento e da paciência durante esse processo.
Além disso, Anne enfrentou bloqueios físicos, explicando que seu corpo estava tão tenso que ela mal conseguia respirar profundamente. O trabalho intenso de preparação incluiu quase dois anos de aulas diárias de dança e canto, o que a tirou da cabeça e a colocou em contato direto com as emoções do corpo, um aspecto fundamental para a personagem.
Transformação corporal e mental para um papel musical
O desafio também foi físico: aprender coreografias complexas usando imponentes saltos altos e acessórios pesados exigiu disciplina e força. A coreógrafa Dani Vitale destacou que Anne teve que mostrar suas emoções pelo movimento, não apenas com palavras, desenvolvendo a propriocepção para dar vida à Madre María.
Anne explicou que, embora tenha uma voz soprano, sua personagem exigia cantar em um registro mais grave, o que a tirou da sua zona habitual e a fez redescobrir a música de uma forma mais visceral e verdadeira.
Um exemplo de resiliência para a comunidade LGBTQIA+
Para o público LGBTQIA+ que acompanha a atriz, sua história é um poderoso lembrete sobre a importância de se permitir errar, aprender e se reinventar. Anne Hathaway mostra que a autenticidade e a coragem de se vulnerabilizar são chaves para a transformação pessoal e artística, uma mensagem que reverbera especialmente para quem enfrenta desafios de autoaceitação e descoberta.
No momento, Anne segue focada em outros projetos, como a aguardada sequência de O Diabo Veste Prada, mas sua experiência com Madre María certamente ficará marcada como um capítulo de crescimento e inspiração.