Sistema free flow começa a cobrar em 27 de maio nas BR-060 e BR-452, entre Goiânia e Itumbiara. Veja valores e como pagar.
A ANTT entrou nos assuntos mais buscados desta segunda-feira (19) porque começa no fim de maio a cobrança do primeiro pedágio eletrônico de Goiás, no modelo free flow, sem cancelas. O sistema passa a valer em 27 de maio nas BR-060 e BR-452, entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara, em trechos administrados pela concessionária Rota Verde Goiás.
Na prática, o motorista não vai mais parar em praça de pedágio tradicional. Câmeras e sensores instalados em pórticos identificam o veículo pela placa ou por TAG eletrônica, e a tarifa é cobrada conforme o tipo de veículo, a quantidade de eixos e o trecho percorrido. Quem não pagar dentro do prazo pode cometer infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH, como prevê o Código de Trânsito Brasileiro.
Como vai funcionar o novo pedágio eletrônico em Goiás?
Segundo a Rota Verde Goiás, serão sete pontos de cobrança distribuídos ao longo de 426 quilômetros concedidos, com 11 pórticos eletrônicos. Quatro pontos ficam na BR-060 e três na BR-452. Como parte da BR-060 é duplicada, cada ponto terá dois pórticos, um em cada sentido.
Antes da cobrança oficial, haverá um período educativo de 10 dias, chamado de “Marcha Branca”. Nessa fase, os veículos poderão passar normalmente pelos pórticos sem pagamento, enquanto a concessionária faz testes operacionais e orienta os usuários sobre o sistema.
Motoristas com TAG ativa terão cobrança automática e desconto imediato de 5%. A concessionária informou que serão aceitas TAGs das operadoras Sem Parar, ConectCar, Veloe, Taggy e Move Mais. Já quem não tiver TAG poderá pagar pelo aplicativo da concessionária, no site oficial ou em totens de autoatendimento instalados nos Serviços de Atendimento ao Usuário, com prazo de até 30 dias após a passagem.
Quais são os valores cobrados nas BR-060 e BR-452?
As tarifas variam de acordo com o pórtico atravessado. Em trechos de pista dupla, os valores são maiores; em pista simples, menores. Para automóveis, caminhonetes e furgões com dois eixos, os preços vão de R$ 3,90 a R$ 12. Caminhões leves, ônibus e caminhão-trator com dois eixos pagam entre R$ 7,80 e R$ 24.
No caso de veículos de carga, a conta sobe conforme o número de eixos. As tarifas partem de R$ 15,60 para veículos com quatro eixos e podem chegar a R$ 96 para veículos com oito eixos em pista dupla. Automóveis e caminhonetes com semirreboque, de três eixos, pagarão entre R$ 5,85 e R$ 18. Já caminhões, ônibus e veículos de carga com três eixos terão cobrança entre R$ 11,70 e R$ 36.
Um ponto importante: motocicletas, motonetas e bicicletas motorizadas estarão isentas em todo o trecho concedido. Essa informação ajuda a explicar parte do interesse público no tema, já que muitos trabalhadores usam moto para deslocamento diário e queriam entender se seriam afetados pela mudança.
Por que a ANTT virou tendência no Google?
A alta nas buscas por ANTT tem relação direta com o impacto prático da medida na rotina de quem circula por Goiás. A agência aparece no centro do debate porque o contrato de concessão firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres prevê cerca de R$ 7 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos.
Além da novidade tecnológica, o tema chama atenção porque mexe com bolso, mobilidade e fiscalização. O modelo free flow ainda gera dúvidas em boa parte do país: como pagar, qual o prazo, o que acontece se eu esquecer e quais veículos têm desconto ou isenção. Quando a mudança envolve uma rota importante entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara, o interesse cresce rapidamente.
De acordo com a concessionária, desde que assumiu a concessão em abril de 2025, foram implantadas melhorias como 43 mil toneladas de asfalto na recuperação do pavimento, 23 torres de telecomunicação com cobertura 4G, 22 câmeras de monitoramento em tempo real e nove Serviços de Atendimento ao Usuário. A empresa também afirma ter registrado mais de 19 mil ocorrências desde outubro de 2025, com cerca de 27 mil atendimentos aos usuários.
O que muda para quem viaja com frequência?
Para quem depende da estrada para trabalhar, estudar, visitar família ou fazer turismo, a principal mudança é a necessidade de atenção ao pagamento digital. O sistema promete reduzir filas e tempo de deslocamento, mas também transfere ao usuário a responsabilidade de acompanhar a cobrança quando não há TAG instalada no veículo.
Isso vale para diferentes perfis de viajantes, inclusive casais e pessoas LGBTQ+ que circulam entre cidades do interior e capitais por motivos afetivos, profissionais ou de lazer. Em um país onde o deslocamento rodoviário ainda é central para muita gente, informação clara sobre tarifas, prazos e penalidades faz diferença real no cotidiano.
Na avaliação da redação do A Capa, a adoção do pedágio sem cancelas pode representar avanço em fluidez e modernização, mas só funciona de forma justa quando vem acompanhada de comunicação acessível, transparência tarifária e canais simples de pagamento. Em temas de mobilidade, inovação sem informação costuma virar dor de cabeça — especialmente para quem já enfrenta rotinas longas de deslocamento no Brasil.
Perguntas Frequentes
Quando começa a cobrança do pedágio eletrônico em Goiás?
Segundo a concessionária Rota Verde Goiás, a cobrança começa em 27 de maio de 2026 nas BR-060 e BR-452.
Motocicleta paga no sistema free flow de Goiás?
Não. Motocicletas, motonetas e bicicletas motorizadas estarão isentas em todo o trecho concedido.
O que acontece se eu não pagar o pedágio?
O não pagamento é infração grave pelo CTB, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
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