O Departamento de Mulheres, Juventude e Pessoas com Deficiências (DWYPD) da África do Sul condenou o brutal assassinato do Imam Muhsin Hendricks, um destacado ativista dos direitos LGBTQIA+, que foi morto a tiros no último sábado enquanto participava de um casamento em Gqeberha. Hendricks, um renomado estudioso muçulmano, fez história ao se tornar o primeiro imam do mundo a se assumir gay em 1996, embora tenha sido removido de sua posição em decorrência de sua orientação sexual. Ele fundou a Inner Circle, uma comunidade global muçulmana que defende uma sociedade livre de discriminação baseada em religião, orientação sexual e identidade de gênero. Além disso, estabeleceu a mesquita Masjidul Ghurbaah, que é inclusiva para a comunidade LGBTQIA+ e não possui segregação de gênero. Recentemente, liderou a Al-Ghurbaah Foundation, que oferece apoio psicossocial a muçulmanos marginalizados por sua orientação sexual e identidade de gênero. Em resposta ao assassinato, a vice-ministra Mmapaseka Steve Letsike destacou que este crime é um lembrete sombrio de que a comunidade LGBTQIA+ na África do Sul ainda enfrenta discriminação e crimes de ódio, apesar das leis progressistas existentes, como a Lei de Prevenção e Combate a Crimes de Ódio e Discurso de Ódio (2023). Letsike convocou as autoridades a intensificarem as investigações para que a justiça seja feita, reforçando que o assassinato do Imam é um ataque direto a todos os que lutam pelos direitos LGBTQIA+ no país. A luta de Hendricks pela autenticidade e pela igualdade dentro do Islã continua a ser uma fonte de inspiração para muitos.
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