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Ataque a drag queens em Cork evidencia aumento da violência anti-LGBT+

Ataque a drag queens em Cork evidencia aumento da violência anti-LGBT+

Cork vive momento preocupante com ataques contra artistas drag; comunidade LGBTQIA+ se une por justiça e respeito

Na última noite de domingo, a cidade de Cork, Irlanda, foi palco de um ataque violento e sem provocação contra duas artistas drag, Lucina Schynning e Krystal Queer, enquanto gravavam um vídeo para promover um evento de drag local. Esse episódio chocou a comunidade LGBTQIA+ local e expôs uma preocupante escalada de discursos de ódio e agressões motivadas por preconceito.

O ataque ocorreu na movimentada Oliver Plunkett Street, onde um indivíduo se aproximou das artistas e desferiu um chute pelas costas enquanto elas estavam de frente para a câmera. O momento foi registrado em vídeo e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, mostrando não apenas o ato de violência, mas também a reação alarmante dos espectadores presentes, que em muitos casos aplaudiram ou filmaram sem intervir.

Uma escalada de discursos de ódio que preocupa

O Cork Gay Project, organização que apoia homens gays, bissexuais, trans e queer e suas famílias, repudiou o ataque com veemência, classificando-o como inaceitável em qualquer sociedade que valorize a igualdade e a dignidade humana. Em nota, o grupo destacou que essa agressão não é um caso isolado, mas parte de um aumento preocupante no discurso anti-LGBT+, alimentado por desinformação e campanhas de ódio importadas de outros países.

“Essas narrativas de ódio não têm lugar na Irlanda. A nossa luta por direitos e reconhecimento foi difícil, e não podemos permitir que o ódio externo destrua esse progresso”, afirmou o comunicado, pedindo uma investigação rigorosa e rápida por parte das autoridades locais.

Reações e solidariedade da comunidade

Krystal Queer relatou que, além do ataque inicial, houve uma segunda agressão fora das câmeras, quando foi atingida no rosto por um telefone durante um confronto com outro grupo. Infelizmente, nenhuma intervenção efetiva ocorreu, e a violência foi ignorada pela maioria dos presentes, que apenas registraram o ocorrido com seus celulares.

Esse triste episódio motivou uma resposta pública da senadora trabalhista Laura Harmon, que exigiu ações concretas do ministro da Justiça, Jim O’Callaghan, para garantir a segurança e o respeito a todas as pessoas, independentemente de sua identidade. “Ninguém deveria se sentir inseguro ao caminhar pelas ruas de Cork ou de qualquer lugar da Irlanda”, declarou Harmon, ressaltando que palavras não bastam e que é preciso um plano claro de combate ao ódio e à intimidação.

Unidos contra a homofobia, bifobia e transfobia

Para a comunidade LGBTQIA+ e seus aliados, episódios como esse reforçam a necessidade urgente de união e mobilização contra a discriminação. O Cork Gay Project conclama todos a se posicionarem contra qualquer forma de preconceito, seja nas ruas, no trabalho, em espaços públicos ou mesmo dentro de suas próprias casas. A mensagem é clara: o silêncio alimenta o ódio, e a solidariedade tem o poder de detê-lo.

Este ataque a drag queens em Cork não é apenas uma agressão a indivíduos, mas um atentado contra toda a comunidade LGBTQIA+ e os valores de inclusão e respeito que a Irlanda tem conquistado ao longo dos anos. A luta segue, e a esperança é que a justiça e o amor prevaleçam sobre o preconceito.

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