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Ataque a drag queens em Cork não abala planos de evento LGBTQIA+

Ataque a drag queens em Cork não abala planos de evento LGBTQIA+

Drag performers seguem firmes apesar de agressão durante festival em Cork, Irlanda

Durante o animado fim de semana do Festival de Jazz em Cork, Irlanda, duas drag queens foram vítimas de um ataque violento enquanto promoviam um evento inclusivo e cheio de cor. Lucina Schynning e Krystal Queer, artistas da cena drag local, estavam na Oliver Plunkett Street quando um homem as agrediu por trás, gesto capturado em vídeo e que viralizou nas redes sociais, acumulando mais de 500 mil visualizações.

O episódio, que chocou a comunidade LGBTQIA+, não ficou apenas na agressão física. Enquanto Lucina e Krystal eram atacadas, um grupo de transeuntes reagiu com risos e aplausos, evidenciando o preconceito e a hostilidade ainda presentes em espaços públicos. A agressão continuou fora das câmeras, quando Krystal foi atingida no rosto com um telefone, deixando marcas visíveis e uma sensação profunda de vulnerabilidade.

Resiliência contra o ódio

Apesar da violência e da reação negativa do público, as artistas reafirmaram que o ataque não as impedirá de seguir com seus projetos. Lucina expressou a frustração de quem, mesmo enfrentando episódios de agressão física e verbal, continua a lutar pela visibilidade e pelos direitos da comunidade queer em Cork. “Pride sempre foi um ato de resistência”, afirmou, destacando a importância de manter viva a chama da luta contra a opressão.

Krystal, mesmo com os ferimentos, enfatizou a necessidade de não deixar que pessoas pequenas de coração roubem a alegria e a positividade que o drag proporciona. Ambas planejam seguir com o evento agendado para esta semana, tomando todas as precauções para garantir a segurança dos participantes e a celebração dos valores LGBTQIA+.

Reação da comunidade e autoridades

Nas redes sociais, o apoio à dupla foi massivo, com mensagens de solidariedade e relatos similares de agressões sofridas por pessoas queer. A experiência dolorosa, segundo elas, não é isolada, mas parte de uma realidade preocupante que exige atenção e ações efetivas.

Ao registrar boletim de ocorrência, Lucina e Krystal relataram ter sido tratadas com respeito pela polícia local, o que reforça a importância do suporte institucional em casos de violência motivada por preconceito. Um porta-voz da polícia confirmou que as investigações continuam e que o agressor, um homem na casa dos 20 anos, causou ferimentos que não colocam a vida da vítima em risco.

Políticos locais também se manifestaram, destacando a urgência de estratégias para combater a violência de rua e proteger grupos minoritários, reafirmando que ninguém deve ser vítima de agressão por sua identidade ou expressão.

Uma luta que segue

Este episódio em Cork, Irlanda, é um lembrete doloroso dos desafios enfrentados pela comunidade LGBTQIA+ em todo o mundo. No entanto, a força e a determinação de Lucina Schynning, Krystal Queer e tantos outros que se levantam contra o ódio são inspirações para que continuemos lutando por espaços seguros, respeito e celebração da diversidade.

A mensagem que fica é clara: o ataque não silenciará as vozes queer; pelo contrário, reforça a urgência de união, resistência e orgulho. O evento de drag que elas promovem é mais do que um espetáculo – é um ato político, um grito de liberdade e amor que ecoa para além das ruas de Cork.

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