Uma performer de burlesque, conhecida como Freya Femme, relatou um incidente alarmante de homofobia em Cork, Irlanda, onde um taxista acelerou em direção a ela e sua parceira enquanto atravessavam a rua, gritando insultos homofóbicos. Ela compartilhou a experiência em uma plataforma online, destacando que os táxis deveriam ser um meio seguro de transporte, especialmente para aqueles que não se sentem seguros nas ruas à noite.
Caoimhe, o nome verdadeiro da artista, afirmou que, apenas dias após esse episódio, presenciou outro caso de abuso verbal direcionado a um homem gay em uma das principais ruas da cidade, onde um agressor o seguiu e fez ameaças. Esses eventos foram parte de uma série de incidentes homofóbicos que ela observou em Cork, que, segundo ela, mostraram um aumento na confiança de indivíduos com crenças anti-LGBTQ+ em expor suas opiniões.
Ela também mencionou que sua colega queer foi atacada por um grupo de homens que, além de xingamentos, lançaram objetos contra ela, exigindo atendimento médico para ferimentos. Esses relatos refletem uma tendência preocupante, com um aumento de 12% nos crimes de ódio na Irlanda em 2023, com 16% desses casos relacionados à homofobia. Um estudo recente indicou que quase metade da população LGBTQ+ da Irlanda se sente insegura ao exibir afeto em público, e uma em cada quatro pessoas dessa comunidade já sofreu agressões físicas.
Caoimhe expressou seu desejo de não permitir que a homofobia a impeça de viver livremente, enfatizando a força e união da comunidade queer em Cork diante dessas adversidades. Este cenário alarmante ressalta a necessidade urgente de conscientização e ação contra a violência e discriminação que a comunidade LGBTQ+ enfrenta diariamente.
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