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Austrália libera vacina contra o HPV para garotos; gays estão entre os mais vulneráveis

Reproduzindo a boa experiência da disponibilização da vacina contra o HPV em meninas, a Austrália decidiu ampliar o público e incluir os garotos no Programa Nacional de Imunizações, anunciou o governo do país no último dia 12. Será o primeiro país do mundo a tomar essa medida.

Pela decisão, que deve começar a valer já no ano que vem, garotos de 12 e 13 anos de idade deverão receber a vacina contra o papilomavírus humano. A proposta é que o programa seja levado às escolas, o que deverá diminuir o risco de infecções entre gays, segundo noticiou o site PinkPaper.com.

O HPV está ligado ao aparecimento de verrugas genitais, causando um quadro popularmente conhecido como "crista de galo", e possui subtipos intimamente relacionados aos cânceres de colo de útero, de pênis e anal. Gays estão entre os grupos mais vulneráveis ao vírus, que não pode ser totalmente evitado pelo uso da camisinha.

A ministra da saúde australiana, Tanya Plibersek, declarou que "todo pai e mãe quer que seu filho seja saudável, e é por isso que o governo australiano está entregando a melhor proteção que possuímos contra o HPV relacionado ao câncer, por meio desta vacina".

Na Austrália, o programa de vacinação, que já inclui as meninas, tem reduzido significativamente o número de lesões que progridem para o câncer cervical, ainda segundo a ministra. Com a inclusão dos garotos, estima-se que um quarto do total de novas infecções serão evitados.

Mês passado, no Reino Unido, a Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV solicitou que a vacina contra o HPV seja administrada livremente em gays, como já acontece com a de hepatite B no Brasil. A proposta recebeu o apoio de vários deputados e da organização Terrence Higgins Trust, que leva o nome de um dos primeiros pacientes a falecer de complicações relacionadas à Aids no país, em 1982.

Em outubro de 2011, o Comitê Assessor sobre Práticas de Imunização (ACIP, na sigla em inglês), do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos recomendou que a vacina seja administrada em meninos entre 11 e 12 anos. O uso entre meninas é recomendado desde 2006, inclusive no Brasil.
 

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