Conheça homens reais perto de você

Quer conhecer caras agora? Vem pro Disponivel.com

  • ✔️ Perfis com vídeos, fotos e live cam
  • 📍 Encontros por proximidade
  • 🔥 Bate-papo por região 24h
Entrar grátis e ver quem tá online
Menu

A Capa é um portal LGBT+ com notícias atualizadas sobre cultura, entretenimento, política, diversidade e a comunidade LGBTQIA+. Confira os destaques de hoje.

in

Autora queer enfrenta censura e luta contra a proibição de livros LGBTQIA+

Autora queer enfrenta censura e luta contra a proibição de livros LGBTQIA+

Saundra Mitchell desafia ataques e inspira outros autores queer a resistirem às tentativas de banimento

Saundra Mitchell, autora queer e veterana com quase 30 anos de carreira, enfrenta uma dura batalha contra a censura que tem atingido livros com temática LGBTQIA+. Após abandonar seu estado natal, Indiana, em 2023, devido a leis que proibiam livros considerados “obscenos” ou “prejudiciais” nas escolas públicas, Mitchell mudou-se para Maryland, estado que possui uma lei protegendo a liberdade de leitura. Contudo, mesmo em um ambiente mais acolhedor, seu trabalho continuou sendo alvo de grupos conservadores anti-LGBTQIA+.

Seu livro de 2019, All the Things We Do in the Dark, que aborda a experiência de uma jovem sobrevivente de abuso sexual, foi incluído por um capítulo local do grupo Moms for Liberty na lista de obras “sexualizadas”. Essa organização nacional tem sido classificada como extremista por sua atuação contra os direitos LGBTQIA+.

Resistência diante da censura

Mitchell não é uma exceção. Em 2021, o deputado estadual do Texas, Matt Krause, incluiu sua antologia All Out: The No-Longer-Secret Stories of Queer Teens Throughout the Ages em uma extensa lista de livros que, segundo ele, poderiam causar desconforto psicológico por abordarem questões raciais e de gênero. Para a autora, a proibição não é motivo de orgulho, mas sim de frustração e impotência frente a um sistema que tenta apagar narrativas queer.

“As pessoas pensam que deve ser divertido ter seu livro banido. Não é. É humilhante e frustrante”, relatou Mitchell, que destaca que a simples presença de personagens queer é muitas vezes erroneamente associada a conteúdo sexual explícito.

Um percurso marcado por desafios e coragem

Logo em seu primeiro livro, Shadowed Summer, que trazia um personagem gay, Mitchell enfrentou pressão para remover o conteúdo LGBTQIA+. Sua recusa custou-lhe o apoio da editora e do agente na época, mas o livro acabou ganhando reconhecimento por sua representatividade. Apesar de ter cedido momentaneamente em outro trabalho, “straightwashando” personagens queer para garantir publicação, ela retomou sua autenticidade e hoje escreve com orgulho sobre identidades LGBTQIA+.

Mitchell também testemunhou como a censura impacta outros autores, como Alex London, que viu suas vendas despencarem após seu livro queer ser listado para banimento e suas oportunidades de palestras em escolas praticamente desaparecerem.

Transformando a dor em luta e esperança

Ex-militar expulsa por sua orientação sexual, Mitchell agora está empenhada em apoiar a comunidade queer através da escrita e da militância contra o banimento de livros. Ela usa suas redes sociais para denunciar reviews enviesadas, comparece a audiências públicas e alerta sobre os riscos da recente decisão da Suprema Corte dos EUA que permite que pais cancelem a leitura de livros LGBTQIA+ nas escolas.

“Eles querem apagar grupos inteiros da vista pública, porque se conseguem nos fazer desaparecer, podem nos subjugar”, afirmou. Ainda assim, ela reforça que a esperança reside na comunidade e na força que esses livros oferecem, mostrando que, apesar das dificuldades, a resistência é possível e necessária.

Para Saundra Mitchell, a luta pela representatividade queer na literatura é também uma luta pela existência e visibilidade de toda a comunidade LGBTQIA+. Sua trajetória inspira autores e leitores a continuarem resistindo com coragem e amor.

Que tal um namorado ou um encontro quente?

Sair da versão mobile