Estrela de ‘The Bear’ aponta ‘The Watermelon Woman’ como obra essencial do cinema lésbico e negro
Em uma entrevista especial para a Vogue, a atriz e roteirista Ayo Edebiri, conhecida pelo sucesso na série “The Bear”, compartilhou uma lista poderosa de filmes que, segundo ela, todo mundo deveria assistir antes de completar 30 anos. Entre títulos icônicos como “De Repente 30” e “Simplesmente Feliz”, um filme queer se destacou por sua importância histórica e representatividade: The Watermelon Woman.
O marco do cinema queer e lésbico negro
Lançado em 1996 e dirigido por Cheryl Dunye, The Watermelon Woman é reconhecido como o primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher negra lésbica nos Estados Unidos. A obra é um marco do movimento New Queer Cinema, que trouxe à tona narrativas LGBTQIA+ com uma abordagem inovadora, crítica e cheia de humor.
A trama acompanha Cheryl, uma jovem cineasta negra e lésbica que trabalha em uma locadora na Filadélfia, EUA. Ela decide investigar a história de uma atriz misteriosa dos anos 1930, conhecida apenas como “The Watermelon Woman”. Durante essa jornada, Cheryl descobre a invisibilidade histórica das mulheres negras e queer no cinema, refletindo sobre identidade e representatividade de forma profunda e sensível.
Por que assistir The Watermelon Woman?
O filme mistura ficção com elementos de falso documentário, criando uma narrativa única que questiona quem tem o poder de contar histórias. Em uma indústria que frequentemente apaga ou marginaliza vozes negras e LGBTQIA+, essa produção virou símbolo de resistência e afirmação.
Com um orçamento modesto de apenas US$ 300 mil, The Watermelon Woman conquistou seu lugar na história. Em 2021, foi incluído no Registro Nacional de Filmes da Biblioteca do Congresso dos EUA, reconhecido como “cultural, histórico e esteticamente significativo”.
Ayo Edebiri, que já expressou seu amor pelo cinema lésbico em outras ocasiões, acredita que conhecer essa obra é fundamental para entender o passado, o presente e as batalhas da comunidade queer negra.
Representatividade que inspira
Além de The Watermelon Woman, Ayo também recomenda outros filmes queer que celebram a diversidade, como Pária, Retrato de uma Jovem em Chamas, Rafiki e As Profissionais do Sonho. Para quem quer mergulhar em histórias que desafiam padrões e trazem visibilidade, essa lista é um convite para ampliar horizontes.
Se você ainda não viu The Watermelon Woman, saiba que ele está disponível no streaming da MUBI, um espaço dedicado a filmes autorais e relevantes. Assistir a essa produção é mais do que entretenimento: é um ato de reconhecimento e celebração da cultura queer negra.
Assim, a recomendação de Ayo Edebiri reforça a importância de consumir e valorizar obras que fazem parte da história LGBTQIA+, especialmente aquelas criadas por mulheres negras que abriram caminho para muitas vozes que hoje ressoam no mundo todo.
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