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backroom — por que Backrooms virou assunto

backroom — por que Backrooms virou assunto

Filme de terror liminal da A24 estreia nos cinemas e puxa buscas no Brasil. Saiba o que é Backrooms e por que ele divide críticas.

Backroom entrou nas buscas do Google no Brasil neste fim de semana por causa da estreia de Backrooms nos cinemas dos Estados Unidos, destacada em listas de lançamentos da semana publicadas na sexta-feira, 29 de maio. O longa, dirigido por Kane Parsons, jovem criador que ficou conhecido no YouTube ainda na adolescência, virou o título mais comentado entre os novos filmes por misturar cultura de internet, horror experimental e o selo da A24.

Embora a keyword em alta apareça como “backroom”, o assunto que realmente mobiliza a curiosidade do público é Backrooms, adaptação cinematográfica de um fenômeno nascido online. A história acompanha Clark, personagem vivido por Chiwetel Ejiofor, um dono de loja de móveis divorciado e frustrado com a própria vida, que faz terapia com Mary, interpretada por Renate Reinsve. Em determinado momento, ele é atraído por uma parede de sua loja e acaba preso em um labirinto de salas pálidas, vazias e inquietantes, onde o sobrenatural parece sempre prestes a acontecer.

O que é Backrooms e por que isso está em alta?

O interesse explodiu porque Backrooms chega cercado de buzz raro para um terror tão estranho. Segundo a reportagem da Yahoo, o filme é tratado como o lançamento mais comentado do fim de semana e pode se transformar em uma das maiores aberturas da A24. Isso ajuda a explicar por que tanta gente no Brasil correu ao Google para entender do que se trata esse universo que já circulava em fóruns, vídeos e creepypastas.

O conceito de “backrooms” ficou famoso na internet como uma espécie de pesadelo liminal: corredores e salas amarelas, sem janelas, com aparência banal e ao mesmo tempo profundamente errada. É aquele tipo de imagem que causa desconforto sem precisar mostrar muito. No cinema, Kane Parsons decidiu não seguir à risca toda a mitologia da websérie original. Em vez disso, o longa prioriza a atmosfera, a sensação de vazio e o medo difuso experimentado pelos personagens.

Essa escolha, pelo visto, deve dividir o público. A avaliação destacada pela Yahoo diz que o filme tem ambição e maturidade ao fugir do caminho mais óbvio das adaptações de fenômenos da internet, apostando mais em tema e clima do que em referências fáceis para fãs. Ao mesmo tempo, a crítica também aponta um problema: a narrativa demora bastante para engrenar, com quase uma hora até que algo mais concreto aconteça. Para alguns, isso aumenta a tensão; para outros, pode soar arrastado.

Vale assistir ao terror liminal da A24?

Se você gosta de horror convencional, cheio de sustos rápidos e respostas claras, talvez Backrooms não seja a experiência mais confortável. Críticos citados pela Yahoo observam que o longa pode afastar quem espera um “passeio do medo” mais tradicional. Em compensação, quem curte filmes de atmosfera, espaços estranhos e aquela sensação de que o verdadeiro horror está sempre fora de alcance pode encontrar aqui algo realmente diferente.

Há também um componente geracional importante. Kane Parsons acabou de completar 20 anos e saiu do YouTube para comandar um filme de grande visibilidade. Isso diz muito sobre como Hollywood e produtoras independentes estão olhando para criadores que nasceram dentro da cultura digital. O sucesso recente de títulos ligados a nomes da internet ajuda a entender por que Backrooms virou um evento entre espectadores mais jovens — e por que o Brasil, sempre muito conectado a fandoms online, embarcou nas buscas.

Para o público LGBTQ+, especialmente quem acompanha cultura pop e cinema de gênero, o interesse também passa por outro ponto: o terror continua sendo um espaço fértil para leituras sobre ansiedade, deslocamento e sensação de não pertencimento. Mesmo sem uma temática queer explícita no material-base, a estética liminal de Backrooms conversa com experiências de estranhamento e solidão que muita gente da comunidade reconhece de imediato. Não é sobre “representação” direta, e sim sobre identificação emocional com ambientes que parecem familiares, mas nunca acolhedores.

Além de Backrooms, a mesma seleção da Yahoo cita outros lançamentos do momento, como o thriller Fuze, disponível para aluguel digital, e Dead Man’s Wire, novo filme de Gus Van Sant que estreou na Netflix. Ainda assim, é o terror da A24 que concentra a maior curiosidade e domina a conversa deste fim de semana.

Na avaliação da redação do A Capa, o caso de Backrooms mostra como a cultura de internet deixou de ser nicho para pautar o cinema comercial e as conversas do dia. Quando um imaginário nascido em fóruns e vídeos caseiros chega às salas com força de evento, o público brasileiro responde rápido — especialmente quem vive online, acompanha fandoms e enxerga no horror um espelho das angústias do presente.

Perguntas Frequentes

Backroom e Backrooms são a mesma coisa?

Nas buscas, muita gente digitou “backroom”, mas o tema em alta é o filme Backrooms, baseado no universo de horror liminal popularizado na internet.

Sobre o que fala o filme Backrooms?

O longa acompanha um homem que atravessa uma parede e fica preso em um labirinto de salas vazias e perturbadoras, onde eventos sobrenaturais começam a surgir.

Backrooms é fiel à websérie original?

Segundo a crítica citada pela Yahoo, não totalmente. O filme se afasta de parte da mitologia conhecida pelos fãs para apostar mais em atmosfera e tensão psicológica.


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