De Félix e Niko a Lorena e Juquinha: momentos históricos que transformaram a representação LGBTQIA+ na televisão
O beijo entre Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovski) na novela “Três Graças” emocionou o público em 2025 e reafirmou a importância da representatividade LGBTQIA+ na televisão brasileira. A cena, aguardada e celebrada nas redes sociais, marca mais um capítulo na trajetória de personagens que, aos poucos, conquistaram espaço e visibilidade nas tramas nacionais.
Um marco na história da TV brasileira
Antes do emocionante beijo de Lorena e Juquinha, a televisão brasileira já havia mostrado outros momentos importantes que abriram caminho para uma representação mais diversa e naturalizada. Em 2013, o beijo entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) em “Amor à Vida” foi pioneiro no horário nobre, trazendo à tona o amor entre dois homens com sensibilidade e coragem, quebrando tabus e conquistando fãs.
Logo depois, em 2014, “Em Família” apresentou o romance entre Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Muller), um beijo que marcou o público ao tratar da relação entre duas mulheres com profundidade e respeito. Já em 2015, a novela “Babilônia” destacou o amor na terceira idade entre Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathalia Timberg), reforçando que a diversidade afetiva não tem idade.
Avanços e naturalização
O ano de 2016 trouxe mais um passo importante com “Liberdade, Liberdade”, que exibiu a primeira cena de sexo entre personagens gays na TV aberta, protagonizada por André (Caio Blat) e Tolentino (Ricardo Pereira). Essa sequência mostrou uma cumplicidade intensa, elevando a representação para além do beijo, aproximando a experiência LGBTQIA+ da realidade do público.
Em 2018, “Orgulho e Paixão” trouxe o romance de Luccino (Juliano Laham) e Otávio (Pedro Henrique Müller), com um beijo sutil e carregado de significado, e a novela teen “Malhação: Vidas Brasileiras” apresentou o primeiro beijo entre dois garotos, Michael (Pedro Vinícius) e Santiago (Giovanni Dopico), reforçando a importância da representatividade na juventude.
Mais recentemente, em 2023, o beijo entre Kelvin (Diego Martins) e Ramiro (Amaury Lorenzo) em “Terra e Paixão” foi um dos momentos mais comentados do ano, mostrando o quanto a audiência já abraça o amor LGBTQIA+ em suas múltiplas formas.
Celebrando o amor sem barreiras
O beijo entre Lorena e Juquinha, na novela “Três Graças”, chega como um símbolo de conquista e acolhimento, refletindo o avanço da sociedade e da televisão na forma de contar histórias que representam a diversidade real do Brasil. Essa naturalização do amor LGBTQIA+ nas tramas diárias é fundamental para ampliar a visibilidade, combater preconceitos e inspirar pessoas que se veem nas telas.
Esses beijos gays que marcaram a TV brasileira mostram que, embora o caminho tenha sido longo e cheio de desafios, a arte tem o poder de transformar mentalidades e celebrar o amor em todas as suas formas. A representação importa, pois toca corações, muda realidades e fortalece a comunidade LGBTQIA+ em sua luta por respeito e igualdade.
Hoje, mais do que nunca, esses momentos nos lembram que a diversidade é parte essencial da nossa cultura e que cada beijo na tela é um passo para um futuro onde o amor seja sempre livre, plural e celebrado. A televisão, como espelho da sociedade, tem um papel vital nessa jornada, abrindo espaço para histórias que acolhem, emocionam e empoderam.
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