Três coroas para Blackpink e duas para Kiki reafirmam a força do K-pop na cena global
Na 9ª semana de 2026, o Circle Chart, referência oficial da indústria musical sul-coreana, destacou a supremacia de artistas que vêm conquistando corações pelo mundo todo. Blackpink, Kiki e o grupo fictício Huntrix, do filme animado K-Pop Demon Hunters, brilharam intensamente nas paradas, mostrando que o K-pop segue em ascensão e dialogando com diferentes públicos, inclusive a comunidade LGBTQIA+ que celebra a diversidade e a expressão artística sem limites.
Blackpink: um fenômeno que transcende fronteiras
Com o lançamento do seu terceiro mini-álbum “DEADLINE”, Blackpink arrebatou três posições de destaque no Circle Chart: primeiro lugar no ranking de álbuns vendidos, com impressionantes 1,75 milhão de cópias, liderança também no ranking de vendas em lojas físicas e o topo do Social Chart 3.0, que mede a popularidade nas redes sociais. O álbum traz cinco faixas que transitam entre a força e a vulnerabilidade, incluindo os hits “JUMP” e a faixa-título “GO” – canções que reverberam a identidade poderosa e multifacetada do grupo.
Kiki e o conceito de liberdade através do 404 (New Era)
Kiki, por sua vez, conquistou dois troféus importantes ao manter por três semanas consecutivas o primeiro lugar na Digital Chart e na Streaming Chart com seu single “404 (New Era)”. A canção, parte do segundo mini-álbum “Delulu Pack”, propõe uma releitura libertadora do código de erro “404 Not Found”, transformando a ausência em símbolo de liberdade e existência sem amarras. Essa mensagem ressoa profundamente com a comunidade LGBTQIA+, que encontra na arte um refúgio e uma forma de afirmar sua autenticidade.
Huntrix e o sucesso global de “Golden”
Mesmo sendo uma criação fictícia do filme animado da Netflix, o girlgroup Huntrix mantém uma performance impressionante no Global K-pop Chart, com a música “Golden” liderando por 35 semanas consecutivas. O impacto cultural desse hit transcende a animação, provocando uma onda de covers e viralizações que conectam fãs ao redor do planeta, incluindo pessoas que encontram no K-pop uma forma de expressão e acolhimento.
Outros destaques: IVE, NCT e NMIXX
Na lista de downloads, IVE marcou presença com a faixa solo “8 (JANGWONYOUNG Solo)”, que traz uma sonoridade fria e minimalista, combinada com vocais que evocam tensão e um clima sombrio. Além disso, o Social Chart 3.0 registrou a maior ascensão do artista KCM, refletindo o interesse crescente em novas vozes do cenário.
Novas músicas também apareceram no top 200 do Global K-pop Chart, com destaque para “GO” de Blackpink, “BLACKHOLE” de IVE, “BOTH SIDES” do NCT JNJM e “TIC TIC (feat. Pabllo Vittar)” do NMIXX, este último representando uma importante conexão entre o K-pop e a comunidade LGBTQIA+ brasileira por meio da participação da drag queen e cantora Pabllo Vittar.
O domínio de Blackpink e Kiki no Circle Chart reafirma a potência do K-pop em criar narrativas sonoras que dialogam com temas de liberdade, identidade e empoderamento. Para a comunidade LGBTQIA+, essas músicas representam muito mais que hits; são hinos que celebram a pluralidade e a coragem de ser quem se é, reforçando a importância da representatividade na cultura pop global.
O cenário musical sul-coreano não apenas dita tendências sonoras, mas também inspira movimentos sociais e culturais que reverberam no coração de fãs ao redor do mundo. Ao acompanhar o sucesso de artistas como Blackpink e Kiki, percebemos como a música pode ser um poderoso instrumento de inclusão e transformação, especialmente para quem busca afirmação em meio à diversidade.
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