Diretor já articula o provisório Oi, Sumido depois da má fase de Casa do Patrão; saiba o que se sabe sobre o formato.
Boninho voltou aos assuntos mais buscados no Brasil nesta quinta-feira (22), um dia após reportagem apontar que o diretor já trabalha em um novo reality de namoro em São Paulo, mesmo com Casa do Patrão ainda no ar. O projeto, chamado provisoriamente de Oi, Sumido, estaria sendo desenvolvido em parceria entre a Formata Produções e o Prime Video.
O tema ganhou força porque mistura dois ingredientes que sempre movimentam a conversa online: o desempenho fraco de um programa associado ao nome de Boninho e a promessa de um novo formato de relacionamento, inspirado em realities sul-coreanos. Nas redes, a curiosidade cresceu tanto pelo conceito quanto por uma informação que gerou incômodo: a seleção divulgada considera apenas participantes heterossexuais.
O que se sabe sobre o novo reality de Boninho?
De acordo com a chamada de elenco que passou a circular nas redes sociais, o novo programa procura pessoas solteiras, maiores de 18 anos, moradoras de São Paulo e que tenham pelo menos um ex-namorado ou ex-namorada. A descrição apresentada ao público convida interessados para a “versão brasileira de um novo reality de relacionamento” e sugere uma dinâmica em que o próximo amor pode ser alguém novo ou até um ex já conhecido.
Segundo a reportagem que colocou o assunto em alta, Boninho já havia mencionado o projeto no fim de abril, em uma conversa com fãs no Spaces, ferramenta de áudio do X. Na ocasião, ele indicou que o formato seguiria a linha de realities sul-coreanos em que ex-companheiros voltam a conviver sob o mesmo teto, com o público acompanhando o desenrolar emocional dessa convivência.
Esse modelo tem se destacado por apostar menos em barracos e mais em tensão afetiva, reconciliações, memórias e escolhas difíceis. Entre as referências mais conhecidas está Transit Love, também chamado de EXchange, no qual ex-casais dividem a mesma casa sem que todos saibam, de início, quem já teve um passado junto. Ao fim, cada participante decide se retoma o vínculo antigo ou segue em frente com uma nova conexão.
Por que Boninho está em alta agora?
A alta nas buscas por Boninho tem relação direta com a repercussão de que Casa do Patrão, ainda sem completar um mês, já é tratado como um fracasso de audiência e impacto. A leitura de que o diretor teria decidido “virar a página” rapidamente alimentou comentários sobre desgaste de formato, pressão por resultados e tentativa de reposicionamento no streaming.
Também pesa o fator simbólico. Boninho é um nome fortemente ligado ao gênero reality no Brasil, então qualquer movimento seu costuma ganhar tração. Quando esse movimento vem acompanhado de um novo projeto e de uma crise no programa anterior, a conversa naturalmente escala. Foi exatamente isso que aconteceu: o público passou a debater não só o possível novo reality, mas também se a aposta em romances e ex-relacionamentos pode funcionar melhor do que o modelo atual.
E onde entra a discussão LGBTQ+ nessa história?
Entra de forma muito concreta. A mesma seleção de elenco que despertou interesse pelo formato também informa que a produção deve considerar apenas participantes heterossexuais. Na prática, isso exclui casais LGBTQIA+ de um gênero televisivo que se vende justamente como vitrine de afetos, desejo e identificação.
Para o público LGBTQ+, especialmente em um momento em que realities de relacionamento se multiplicam nas plataformas, a ausência de diversidade não passa despercebida. Ainda mais porque o conceito de revisitar ex-relacionamentos, lidar com ciúmes, recomeços e novas conexões é universal — não faz sentido limitar essa experiência apenas a histórias hétero quando há demanda, audiência e repertório de sobra para narrativas diversas.
Além disso, o Brasil tem histórico de consumo forte de realities e novelas com debate intenso nas redes. Quando um projeto nasce já marcado por exclusão de elenco, a reação tende a ser imediata. Foi um dos pontos que ajudaram a empurrar Boninho para o Google Trends, ao lado do interesse comercial e televisivo em torno do novo programa.
Os realities sul-coreanos explicam essa nova aposta?
Sim. A inspiração citada por Boninho acompanha uma tendência internacional. Nos últimos anos, realities sul-coreanos de relacionamento ganharam espaço por oferecer uma dramaturgia mais sentimental, observacional e psicológica. Em vez de depender apenas de grandes confrontos, eles exploram silêncios, olhares, cartas, mensagens e a ambiguidade entre passado e futuro.
Outros títulos ajudam a entender o caminho dessa possível adaptação brasileira. Love After Divorce aposta em histórias de pessoas divorciadas, com bagagem emocional mais madura. Já Heart Signal inclui um painel de celebridades comentando comportamentos e tentando prever os casais. Há ainda formatos como Love Catcher, que misturam romance e interesse financeiro.
Se Oi, Sumido realmente seguir essa linha, a expectativa é de um programa menos ruidoso e mais centrado em vínculos, memória afetiva e suspense emocional. Resta saber como isso seria tropicalizado para o público brasileiro — e se haverá revisão nos critérios de elenco.
Na avaliação da redação do A Capa, a repercussão em torno de Boninho mostra duas coisas ao mesmo tempo: o mercado segue atento ao poder de mobilização do diretor, mas o público também está mais exigente com representatividade. Em 2026, lançar um reality de namoro sem inclusão LGBTQ+ não parece apenas uma escolha de casting; soa como um atraso editorial num país em que diversidade já é parte central da conversa cultural.
Perguntas Frequentes
Qual é o novo reality de Boninho?
O projeto citado tem título provisório de Oi, Sumido e é descrito como um reality de relacionamento com ex-companheiros e novas possibilidades amorosas.
Por que Boninho está em alta no Google Trends?
Porque repercutiu a informação de que ele já prepara um novo programa após o mau momento de Casa do Patrão, além da discussão sobre o formato e o elenco.
O reality vai ter participantes LGBTQ+?
Pelo que foi divulgado na seleção de elenco mencionada na reportagem, não. A produção consideraria apenas participantes heterossexuais.
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