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Candidatos a Mister Brasil Diversidade 2013 participam de palestra e dinâmica sobre homofobia

Os candidatos ao título de Mister Brasil Diversidade 2013 se reuniram na manhã desta sexta-feira (11) para uma palestra sobre preconceito, direitos LGBT e as principais reivindicações da militância. Por volta das 11h, os 15 misters já estavam no hotel 155, em São Paulo, e trocaram pela primeira vez figurinhas sobre o concurso, vida pessoal e receberam orientações para o discurso politicamente mais afinado para entrevistas após o título.

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"Não quero personagens, quero ver vocês de verdade", declarou o organizador Augusto Rossi, que anunciou a palestra de Julian Rodrigues, ativista e coordenador de políticas LGBT da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Entre os temas e orientações, ele abordou o casamento gay, a adoção, a homofobia e suas manifestações [inclusive entre LGBTs], as leis e o significado de orientação sexual e identidade de gênero.

De acordo com Julian, uma das maiores lutas do movimento LGBT é que a homofobia passa a ser crime. "Quando um negro recebe algum tipo de ofensa falada, o agressor moral é enquadrado na lei contra o racismo, mas se um gay é ofendido ainda não temos uma lei que puna ou iniba o agressor", declarou. "Também temos que fazer uma auto-crítica, porque, como é que não queremos ser discriminados sendo que discriminamos também?".

Logo após a palestra, os candidatos foram divididos em três grupos de cinco e fizeram apresentação sobre os tópicos que escutaram. Em uma delas, o grupo formado por Rafael Navarro, Thassio Silva, Felipe Vieira, Bruno Rocha e Jailton Assunção fez uma encenação diante de um fato verídico: Um dos candidatos procurou apoio na igreja em que frequenta, mas o pastor, que até então demonstrava empatia pela procura, demonstrou preconceito ao saber que se tratava de um concurso gay.

O grupo formado por Danilo Pereira, Pitter Krueger, André Fernandes, Nilton Junior e Sidnei Costa investiram em uma apresentação pessoal e da vivência de cada um. "Sou casado há sete anos e vim de outro relacionamento de cinco. Costumo dizer que não sou gay, mas meus parceiros sim", brincou Sidnei. Já Andrey Lopes, Carlos Gabriel, Anderson Amancio, Carlos Geovani resolveram falar sobre depressão e as pressões por se assumir gay, cobrando maiores divulgações e apoios para quem sofre com os danos da homofobia.

Candidatos aliam beleza a conteúdo
Em entrevista ao A CAPA, Julian afirma que os candidatos – e o vencedor – podem contribuir com a quebra de preconceitos, uma vez que o concurso traz uma imagem positiva do gay e que, além da beleza e dos músculos, todos os participantes aparentam ser engajados politicamente.

"Existem alguns mais tímidos, mas há muitos articulados e com um discurso fluente. Fico feliz pelo MBD e por saber que, quem ganhar, terá beleza aliada ao conteúdo", defendeu.

Veja fotos da palestra no álbum abaixo.

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