Ex-auxiliar denuncia agressões sexuais e abuso de poder do cantor gospel que pregava cura gay
Donnie McClurkin, conhecido cantor gospel e ex-ministro que defende a cura gay, enfrenta uma grave acusação de abuso sexual feita por Giuseppe Corletto, seu ex-assistente. O processo judicial apresentado em Nova York revela uma história dolorosa de manipulação, violência e traição dentro de um ambiente que deveria ser de fé e acolhimento.
Uma relação marcada por abuso e traição
Corletto, que tinha 21 anos quando começou a frequentar a igreja de McClurkin em Long Island, foi atraído pela mensagem do cantor, que em sua autobiografia afirmava ter superado o que chamava de “maldição” da homossexualidade através da fé. Inicialmente, Corletto viu em McClurkin um mentor espiritual, mas a relação rapidamente se transformou em um pesadelo.
Segundo a denúncia, McClurkin iniciou toques inapropriados e avanços sexuais durante orações para “curar” a homossexualidade de Corletto. O abuso teria ocorrido também durante os cultos na igreja, culminando em um estupro. Mesmo após Corletto tentar se afastar, McClurkin continuou a exercer pressão emocional para mantê-lo por perto, chegando a assediá-lo sexualmente em um quarto de hotel em Niagara Falls, Canadá, em 2013.
O impacto da denúncia e a resposta do cantor
Corletto relatou que chegou a tentar suicídio após os abusos e que só recentemente encontrou forças para romper com o ciclo de violência, ao descobrir um e-mail enviado por McClurkin que, segundo ele, confirma a culpa do cantor. Esse momento foi fundamental para que Corletto aceitasse sua sexualidade e deixasse para trás as tentativas de mudança impostas pela religião.
O advogado de Corletto afirma que McClurkin se aproveitou da vulnerabilidade do jovem, que vivia um conflito entre sua orientação sexual e suas crenças religiosas. Por outro lado, o representante legal do cantor gospel nega veementemente as acusações, classificando-as como falsas e distorcidas.
Uma trajetória de fama e controvérsias
McClurkin é um nome de peso no gospel, com três Grammys e o apoio de celebridades como Oprah Winfrey. Contudo, sua carreira sempre foi marcada por polêmicas, especialmente relacionadas a suas posições contra a comunidade LGBTQIA+. Em 2007, sua presença em um evento da campanha presidencial de Barack Obama gerou protestos de ativistas LGBTQIA+, e em 2013 ele foi excluído de uma celebração do aniversário da Marcha de Martin Luther King Jr. em Washington, D.C., devido às suas opiniões homofóbicas.
Essa nova acusação traz à tona a complexidade da relação entre religião, sexualidade e poder, especialmente quando figuras públicas usam sua influência para propagar discursos de exclusão e, ao mesmo tempo, são acusadas de violar os próprios valores que defendem.
Para a comunidade LGBTQIA+, o caso de Donnie McClurkin é um alerta sobre os perigos do chamado movimento “ex-gay” e a necessidade de acolhimento verdadeiro, que respeite a identidade e a integridade de cada pessoa. É um convite para refletirmos sobre como o abuso de poder dentro de instituições religiosas pode causar danos profundos e duradouros.
Mais do que um escândalo, essa história representa a urgência de questionar narrativas que negam a diversidade e criminalizam o amor e a identidade. Para o público LGBTQIA+, é um lembrete doloroso, mas também um chamado para fortalecer redes de apoio e resistência contra qualquer forma de violência, inclusive aquela travestida de fé.
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