No dia 3 de abril de 2025, Aldo de Souza Benevides, um capitão da reserva da Polícia Militar de 59 anos, se tornou alvo de comentários homofóbicos nas redes sociais após expressar seu apoio ao relacionamento homoafetivo do filho. O incidente ocorreu em uma discussão online sobre um homicídio na cidade de Rio Brilhante, localizada a 161 quilômetros de Campo Grande. Ao se posicionar sobre o caso, Aldo foi atacado verbalmente por uma internauta, que desferiu ofensas a seu filho, referindo-se a ele de maneira pejorativa.
“Ela disse: ‘Você não tem vergonha de mentir, né? Tome vergonha. Eu preferiria ter dez filhos bandidos do que um queima a rosca’”, revelou Aldo, que ficou profundamente abalado com a ofensa. Em resposta, o militar reafirmou seu amor pelo filho e condenou a homofobia, dizendo: “Não, tem ocorrência e tudo. Mentir sobre uma coisa séria dessa? Quanto a um dos meus filhos, que todos sabem que é gay, que amo ele, e que a senhora diz que é ‘queima a rosca’, para mim não muda nada. Me surpreende sua homofobia.”
Apesar da dor e do choque inicial, Benevides encontrou apoio em mensagens de solidariedade de amigos e até de pessoas desconhecidas, que se manifestaram em defesa de sua posição. O filho de Aldo também enviou uma mensagem carinhosa, expressando seu amor e apoio ao pai. “Ele me mandou uma mensagem dizendo que me ama. Nosso amor é profundo”, disse o capitão.
Após o ataque, a internauta apagou seu comentário, mas Aldo decidiu registrar um boletim de ocorrência contra ela, ressaltando a necessidade de responsabilização por atos de homofobia. “A homofobia existe, mas eu amo meu filho, e isso nunca vai mudar. Espero que ela repense suas palavras e que haja uma punição moral pelo que fez”, concluiu.
Vale lembrar que a homofobia é um crime no Brasil, sendo equiparada ao racismo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e que ações como a de Aldo são fundamentais para combater a discriminação e promover um ambiente de respeito e aceitação para todos, independentemente de sua orientação sexual. Essa situação evidencia a importância do apoio familiar e da luta contra a homofobia, que ainda persiste em diversas esferas da sociedade.
Quer ficar por dentro de tudo que rola? Dá aquele follow no Insta do Acapa.com.br clicando aqui e cola com a gente nas notícias mais quentes