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Carlos Gabriel, do Mato Grosso do Sul, vence o Mister Brasil Diversidade 2013

Na noite de sexta-feira, 11, a Blue Space serviu de palco para revelar a beleza masculina, reivindicar direitos LGBTs e ressaltar os shows de grandes artistas da noite. E o grande vencedor do título da quarta edição do Mister Brasil Diversidade – e do prêmio de R$ 5 mil – foi o promotor de vendas Carlos Gabriel, 21 anos, do Mato Grosso do Sul, que concorreu com 14 belos rapazes e se emocionou ao escutar o seu nome como o gay mais bonito do Brasil.

O segundo lugar ficou para o mister Paraná, Thiago Shinayder, de 26 anos, que ganhou uma viagem para Buenos Aires. E o terceiro para Jailton Assunção, de 35, do Ceará. O outros finalistas, que também estavam com pinta de vitoriosos, foram o mister Goiás, Nilton Junior, o mister São Paulo, Pitter Krueger, o mister Rio de Janeiro, Bruno Rocha e o mister Distrito Federal, Rafael Navarro, que venceu o Mister Popularidade, por meio de votação no site A CAPA.

“Quando a Silvetty [Montilla] anunciou o meu nome, não senti mais as minhas pernas, não vi mais nada na minha frente [risos]. Na verdade, a ficha só está caindo agora e posso dizer que a alegria é imensa e indescritível. Meu objetivo é continuar lutando pelas causas e ideais que acredito, pois sei que tenho potencial para ser um porta-voz da comunidade LGBT. E, claro, agradecer a todos os apoiadores que tive até o momento, pois sozinho não chegaria a lugar algum”, declarou Carlos ao A CAPA.

Durante todo o MBD, o mister manteve-se focado, belo, simpático e, assim como os demais concorrentes, participou de todas as atividades no hotel 155, respeitou as marcações na Blue Space, foi pontual e demonstrou ser, além de militante, bastante emotivo. “Recebi um recado da minha irmã nos bastidores e não consegui conter. Me emociono muito fácil”, admitiu. Vale lembrar que o gato, que também trabalha como modelo, já havia sido vitorioso no concurso estadual, que ocorreu no Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul.

Convidados para avaliar beleza, carisma, raciocínio e engajamento LGBT, o júri foi formado pelo repórter, ex-BBB e maquiador Dicesar Ferreira, o coordenador de Políticas LGBT da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Julian Rodrigues, o sócio proprietário da Syline International, Hélio Barbosa e o empresário Douglas Drummond. Já na plateia estavam, os ícones Kaká di Polly, Marcinha do Corintho, Luhly Cow, Salete Campari e Carla Hellen.

DO EMPATE PARA A VITÓRIA

Com uma peruca curtinha e loira, a apresentadora Silvetty Montilla iniciou o concurso com muito bom humor, falando para “Ana Maria Braga” e “Celine Dion” “morrerem de inveja” com o look elegantérrimo da noite. Ela recebeu os quatro jurados e logo anunciou o primeiro desfile oficial – de sungas Farho – que ajudou o júri a avaliar a beleza e o físico dos misters. Ou seja, uma tarefa dificílima, haja vista a preparação e os belos corpos dos concorrentes para o concurso.

Todos os candidatos tiveram a segunda entrada, desta vez com a camiseta da campanha que visa criminalizar a homofobia no Brasil. “Em toda a edição, o concurso escolhe uma campanha para apoiar e dar visibilidade. Neste ano, focamos na aprovação da lei que criminaliza a homofobia”, disse a drag-apresentadora, que exibiu mensagens de combate ao preconceito contra gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros no telão. A terceira entrada foi o traje de gala.

Com atrações exclusivas, que eram encenadas enquanto os votos eram somados, o público teve a oportunidade de conferir o melhor do espetáculo de drag queen da noite de São Paulo – com Alexia Twister, Raphaella e Stefani di Bourbon. E, de quebra, conferir a pré-estreia da nova turnê de Natalia Damini, Black To Back You, com um verdadeiro show de coreografia, voz e batida eletrônica.

No momento de anunciar os seis finalistas, Silvetty disse que houve um empate e um sétimo mister também seria finalista. No caso [ou por acaso], o último a ser chamado foi justamente Carlos, que no anúncio seguinte – depois do temível jogo de perguntas e respostas – foi o vencedor da noite.
 

“Eu já estava feliz porque dois candidatos que eu estava torcendo foram escolhidos para a final, então já havia passado a minha realização para a conquista deles. Agora, depois do susto de ter vencido, não sei o que dizer. Só quero agradecer, comemorar e dizer que todos os misters são merecedores e vitoriosos. Amei essa experiência”, declarou o gay mais bonito do Brasil, emocionado e com os olhos marejados. 

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