Cantor teria condicionado apresentação com Lambda García para que ele usasse máscara, gerando polêmica na comunidade LGBTQIA+
Em um episódio que vem repercutindo intensamente entre o público LGBTQIA+, o cantor Carlos Rivera foi acusado de homofobia após se recusar a cantar com Lambda García, vencedor do programa “¿Quién es la máscara?” na edição especial do Teleton 2025.
De acordo com a jornalista Martha Figueroa, em seu canal no YouTube “Así se hacen los chismes”, Carlos Rivera inicialmente concordou em se apresentar com o vencedor do concurso. Porém, ao descobrir que se tratava de Lambda García, conhecido apresentador e integrante da comunidade LGBTQIA+, mudou de ideia e não quis dividir o palco.
O motivo da rejeição não foi explicitado, mas a discordância foi tamanha que Rivera só aceitou a parceria sob uma condição inusitada: Lambda deveria permanecer com seu disfarce de camaleão e usar a máscara durante toda a apresentação, ocultando sua identidade real.
Experiência negativa com artistas LGBTQIA+
A situação ganhou ainda mais contornos quando as drag queens Eva Harrington e DITA Dubois, esta última participante do Drag Race Espanha, compartilharam relatos de um episódio ocorrido em Tenerife, Espanha. Elas revelaram que, durante um show de Carlos Rivera, a produção convidou várias drag queens para participações especiais. Entretanto, Rivera teria proibido a presença de pessoas da comunidade LGBTQIA+ no palco durante sua apresentação.
Essas revelações trouxeram à tona um debate sobre a atitude do cantor, que para muitos soa como um posicionamento homofóbico, especialmente por restringir a convivência artística com figuras LGBTQIA+ em eventos públicos.
Impacto e repercussão na comunidade LGBTQIA+
A recusa de Carlos Rivera em cantar com Lambda García, e a suposta exclusão de artistas LGBTQIA+ em outros eventos, gerou grande desconforto e indignação dentro da comunidade. Muitas vozes dialogam sobre a importância da representatividade e do respeito dentro da indústria do entretenimento, principalmente em espaços que celebram a diversidade.
Essa situação evidencia a urgência de se combater atitudes discriminatórias veladas e explicitar o compromisso com a inclusão, especialmente em eventos que alcançam audiências massivas e diversas.
Enquanto fãs e ativistas LGBTQIA+ debatem o episódio, o debate sobre homofobia no meio artístico ganha força, reforçando que o respeito à diversidade é fundamental para uma cultura mais justa e acolhedora.