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Casal LGBTQIA+ denuncia agressão homofóbica em Porto de Galinhas

Casal LGBTQIA+ denuncia agressão homofóbica em Porto de Galinhas

Turistas relatam ataque brutal em praia de Pernambuco e apontam motivação homofóbica além de disputa por cadeira

Um episódio de violência e homofobia chocou turistas em Porto de Galinhas, Pernambuco, trazendo à tona a urgente necessidade de proteção e respeito à comunidade LGBTQIA+. No último sábado, um casal de Mato Grosso, formado por Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, sofreu uma agressão brutal na praia após uma discussão sobre o valor do aluguel de cadeiras de praia. Além da questão financeira, eles afirmam que a motivação homofóbica foi evidente no ataque.

Violência e omissão na praia

Johnny e Cleiton relataram que foram surpreendidos por cerca de 20 homens que os agrediram com socos e chutes, numa tentativa de linchamento. “Se não fossem os salva-vidas, estaríamos mortos”, afirmou Johnny. O casal ficou escondido em um hotel em Ipojuca, município onde fica Porto de Galinhas, para se recuperar dos ferimentos, que incluem dores por todo o corpo. Apesar da gravidade, eles receberam atendimento hospitalar precário, sem raio-X na unidade local, e tiveram que pagar o transporte em ambulância para outro município.

Motivação homofóbica e impunidade

Além da disputa pelo preço da cadeira, Johnny enfatizou que a agressão teve um componente homofóbico: “Da forma como eles nos trataram, acreditamos que esse foi um motivo também. Não foi só pelo preço da cadeira, teve motivação homofóbica.” Enquanto isso, os barraqueiros envolvidos negam essa motivação e afirmam que também foram agredidos pelo casal, mas o inquérito policial já identificou 14 suspeitos que serão indiciados. A barraca onde as agressões começaram teve o funcionamento suspenso pela prefeitura.

Resposta das autoridades e do turismo local

Após o ocorrido, a prefeitura de Ipojuca reforçou a fiscalização na orla com mais guardas municipais e agentes ambientais, além de coibir práticas irregulares como a exigência de consumação mínima e atuação de flanelinhas. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, classificou o episódio como um crime grave contra turistas e prometeu responsabilização rigorosa dos envolvidos.

Associações locais do setor turístico também lamentaram o fato e ressaltaram a importância de garantir segurança e respeito a todos os visitantes. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Pernambuco vê a situação como uma oportunidade para melhorar os serviços e a imagem da região.

Reflexões sobre o impacto para a comunidade LGBTQIA+

Esse caso evidencia como a comunidade LGBTQIA+ ainda enfrenta riscos reais mesmo em ambientes turísticos, que deveriam ser espaços seguros e acolhedores. A violência homofóbica, somada à omissão e à hostilidade, reforça a urgência de políticas públicas efetivas e de conscientização social para combater o preconceito.

Para a comunidade LGBTQIA+, a denúncia do casal é um chamado à solidariedade e à luta contínua por respeito e igualdade. A visibilidade desse caso pode estimular mudanças culturais profundas, promovendo um turismo mais inclusivo e seguro para todas as pessoas, independentemente de sua orientação ou identidade de gênero.

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