O Centro Comunitário LGBT, localizado na 207 W. 13th St. em Manhattan, fez um reconhecimento voluntário de um sindicato de funcionários após a apresentação de uma lista de demandas por parte dos trabalhadores no mês passado. Este centro, que é um importante espaço de organização queer em Nova York desde 1983, teve sua decisão celebrada tanto pela direção do Centro quanto pelo sindicato, que se chama Center Workers United, representado pelos Trabalhadores das Comunicações da América, Local 1180.
A CEO do Centro, Dr. Carla Smith, expressou em um comunicado por escrito que a organização valoriza profundamente o trabalho dedicado de sua equipe em prol da comunidade LGBTQ+. “Acreditamos que empoderar pessoas LGBTQ+ e construir uma comunidade forte são objetivos comuns essenciais”, disse ela, afirmando a intenção de colaborar com o sindicato para alcançar um acordo de negociação coletiva de maneira cuidadosa e eficiente.
No dia 13 de março, o Center Workers United anunciou sua tentativa de sindicalização via Instagram, destacando que os funcionários buscavam garantir que pudessem melhor servir e apoiar a comunidade LGBTQ+ de Nova York. Na mesma data, os trabalhadores entregaram uma declaração de visão à gestão, assinada pela maioria dos funcionários, pedindo o reconhecimento do sindicato em uma semana.
A declaração enfatizava a necessidade de condições de trabalho justas para que os membros da comunidade, frequentemente sujeitos a discriminação, recebessem serviços de alta qualidade. “Podemos oferecer esses serviços de forma eficaz apenas quando temos as ferramentas e o apoio necessários para realizar nosso trabalho”, afirmaram.
Silas Norum-Gross, um conselheiro de tratamento de substâncias para jovens no Centro, mencionou que a gestão se comprometeu a reconhecer o sindicato em apenas um dia, o que o surpreendeu positivamente. Embora tenha sempre admirado os valores do Centro, ele reconheceu que pode haver inconsistências entre as declarações de uma organização sem fins lucrativos e suas ações.
O Centro é conhecido por seus espaços de reunião, recursos, grupos de apoio e eventos de destaque, como o discurso histórico do ativista Larry Kramer em março de 1987, que levou à formação do ACT UP. A nova CEO, Donna AcetoSmith, informou informalmente os funcionários sobre o reconhecimento voluntário do sindicato em 14 de março, que foi oficialmente confirmado em 2 de abril, após a revisão dos cartões de sindicalização por uma parte neutra.
O grupo de negociação é composto por 56 membros do sindicato, que buscam abordar questões como falta de pessoal, carga de trabalho excessiva, planejamento de segurança inadequado, oportunidades limitadas para crescimento profissional e salários baixos. Entre suas demandas, estão garantias de benefícios, incluindo um contrato sindical que assegure um salário digno, segurança no emprego, carga de trabalho sustentável, e medidas de segurança para o pessoal que atende a comunidade.
Com a crescente necessidade de uma voz coletiva, os trabalhadores do Centro mostraram um compromisso inabalável com sua união e com a comunidade LGBTQ+. Gloria Middleton, presidente do CWA Local 1180, elogiou a decisão do Centro em reconhecer o sindicato como um passo em direção a um respeito mútuo que deve ser mantido durante as negociações.
A CEO Carla Smith também destacou a importância de evitar conflitos desnecessários, especialmente em um clima político hostil e incerto para a comunidade LGBTQ+. “Este momento representa uma oportunidade para nós no Centro vivermos nossos valores, fortalecer nossa missão e garantir que continuemos sendo um recurso vital para nossa comunidade nos próximos anos”, concluiu.
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