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Centro de Memória valoriza artistas LGBTQIAPN+ do interior de SP

Centro de Memória valoriza artistas LGBTQIAPN+ do interior de SP

Plataforma online reúne obras e trajetórias de artistas LGBTQIAPN+ das regiões de Campinas e Piracicaba

Uma nova plataforma digital nasce para celebrar e preservar a arte produzida por artistas LGBTQIAPN+ do interior de São Paulo, dando voz e visibilidade a uma comunidade que historicamente enfrentou apagamento e violência. Lançado neste sábado (10), o Centro de Memória de Artistas LGBTQIAPN+ reúne o acervo de 30 artistas de seis cidades das regiões de Campinas e Piracicaba, com planos de expandir para mais de 130 nomes cadastrados.

Representatividade e reparação histórica

Idealizado por Rafa Cavalheri, artista e curador formado pela Unicamp, o projeto MAIS – Memória, Arte, Identidade e Sustentabilidade – foi criado a partir da constatação da falta de registros sobre a produção artística LGBTQIAPN+ no interior paulista. “Queremos oferecer representatividade, porque as pessoas LGBTQIAPN+ existem e criam, mas faltava documentação para que suas trajetórias e obras fossem reconhecidas e estudadas”, explica Cavalheri.

Além disso, o Centro de Memória é um espaço de reparação histórica, que busca confrontar narrativas marcadas pela violência e silenciamento. “Desenvolvemos uma nova narrativa, baseada em histórias reais e vivas, mostrando que essa comunidade está presente e sua arte é potente e diversa”, complementa o curador.

Acervo vivo e dinâmico

A plataforma, disponível no site maismemoria.org.br, não é apenas um catálogo estático. Seguindo padrões museológicos, o Centro reúne informações detalhadas sobre os artistas: locais de origem, técnicas, trajetórias, exposições e conexões com coletivos e instituições culturais. “Queremos que esse acervo seja vivo, que cresça e reflita a estética e as vivências do interior, com todas as suas singularidades”, afirma Cavalheri.

O mapeamento inicial abrange cidades como Campinas, Piracicaba, Limeira, Monte Mor, Iracemápolis e Espírito Santo do Pinhal, mas também contempla artistas de outras regiões do estado, como Ribeirão Preto, Sorocaba, Jundiaí e Ilhabela. Aos poucos, os 136 inscritos serão integrados ao Centro, ampliando o alcance e diversidade do projeto.

Projeto e impacto social

Contemplado por um edital do ProAC, o MAIS pôde estruturar sua equipe e ações, formalizando-se como um centro dedicado à preservação da memória e produção artística LGBTQIAPN+. O projeto também oferece oficinas, aulas e curadorias gratuitas e online, ampliando o acesso à cultura e ao conhecimento.

Para Cavalheri, o MAIS e seu Centro de Memória são fundamentais para fortalecer a identidade e a autoestima da comunidade LGBTQIAPN+ no interior, além de criar pontes entre artistas, públicos e instituições. “Esse projeto comprova a riqueza e a potência artística do nosso interior, um território cheio de histórias, inovações e tradições que merecem ser reconhecidas”, celebra.

O lançamento deste Centro de Memória é um marco para a cultura LGBTQIAPN+ fora dos grandes centros urbanos, mostrando que as vozes e talentos da periferia e do interior também são protagonistas e merecem espaço de destaque.

Ao trazer à luz essas narrativas e expressões, o projeto fortalece não apenas a arte, mas também a luta por reconhecimento e direitos. Para a comunidade LGBTQIAPN+, ter seu passado e presente documentados é um passo essencial para construir um futuro mais justo, diverso e acolhedor.

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