A estrela da temporada 18 fala sobre alianças, arte e os desafios emocionais do jogo
Ciara Myst, conhecida por seu estilo único que mistura ilustração feminina e drag, foi eliminada na 18ª temporada de RuPaul’s Drag Race após enfrentar o retorno do polêmico twist Rate-A-Queen. Em entrevista exclusiva, a queen abriu o coração sobre sua trajetória, as escolhas artísticas e as dores emocionais que o jogo trouxe para o grupo.
Uma arte que transcende a competição
Para Ciara, sua drag é mais do que uma performance: é uma expressão artística que remete aos quadrinhos e à cultura pop, com uma homenagem às formas exageradas das personagens femininas, como Angelina Jolie se fosse desenhada para o universo dos X-Men. Essa estética forte e visual, porém, não foi suficiente para protegê-la da eliminação, que veio justamente por conta da votação dos pares no Rate-A-Queen.
Ao optar por um número de spoken word sério, que abordava temas como depressão, reinvenção e identidade, Ciara quis trazer uma mensagem profunda para a tela, algo que ultrapassasse o humor e o entretenimento típico dos números de talento do programa. “Quis contar uma história maior, que muitos na comunidade LGBTQIA+ podem se identificar”, afirmou, destacando seu compromisso em ser fiel a si mesma mesmo diante da pressão do reality.
O peso da votação entre queens
O twist Rate-A-Queen, que obriga as participantes a avaliarem suas concorrentes, revelou para Ciara uma camada inesperada de insegurança e traição dentro da competição. Apesar da aliança GLAM que tentou formar com outras queens, ela percebeu como o voto se tornou um campo minado emocional, onde a desconfiança e o medo falaram mais alto do que a amizade ou estratégia coletiva.
“O Rate-A-Queen trouxe à tona traumas psicológicos que ninguém poderia prever. Mesmo as queens mais maduras sentiram o impacto, e as alianças simplesmente desmoronaram”, explicou. Essa instabilidade interna fez com que Ciara se sentisse traída, sem saber ao certo quem realmente a apoiava ou a colocou no bottom.
Competindo com amigas e escolhas difíceis
Na sua última batalha de lip sync, Ciara enfrentou Myki Meeks, uma queen de estilo semelhante ao seu, o que tornou a disputa ainda mais dolorosa. Ela revelou que, ao invés de apoiar a amiga, acabou classificando Myki como uma adversária forte por conta de detalhes técnicos e da percepção da apresentação, mostrando o quanto a competição pode ser cruel e confusa.
Além disso, Ciara comentou sobre momentos da temporada que a surpreenderam, como o fato de não ter conquistado a vitória no desafio do tapete vermelho, apesar de seu visual glamouroso e originalidade. Para ela, o jogo exige mais do que talento — pede resiliência emocional e estratégias de sobrevivência no ambiente altamente competitivo.
Reflexões finais sobre uma jornada intensa
Ciara Myst mostrou que RuPaul’s Drag Race é muito mais que um palco para performances: é um espelho das lutas internas e coletivas da comunidade LGBTQIA+. Sua história revela como a arte pode ser uma forma de resistência e autoafirmação, mesmo quando o jogo se torna um campo de batalhas emocionais.
Essa temporada nos lembra que, por trás dos brilhos e das roupas extravagantes, há pessoas reais lidando com traumas, inseguranças e a busca por pertencimento. A experiência de Ciara é um convite para olharmos para o drag como uma poderosa ferramenta de expressão e empoderamento, que ecoa muito além das câmeras e do entretenimento.
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