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Cinebiografia ‘Michael’ ignora polêmicas e irmã Janet Jackson

Filme sobre Michael Jackson foca início da carreira e omite controvérsias e parceria com Janet
Cinebiografia 'Michael' ignora polêmicas e irmã Janet Jackson

Filme sobre Michael Jackson foca início da carreira e omite controvérsias e parceria com Janet

O aguardado filme “Michael” estreia nos cinemas trazendo um olhar limitado sobre a vida do rei do pop, Michael Jackson. A produção abrange apenas o período entre 1966, quando Michael iniciou sua jornada com os Jackson 5, até 1988, ano de sua primeira turnê mundial. Polêmicas marcantes e fases posteriores da carreira ficaram de fora, assim como detalhes importantes da trajetória do artista, que marcou gerações ao redor do mundo.

Foco no início da carreira e omissões importantes

Enquanto a Universal Pictures prepara uma segunda parte para contar o restante da história do artista, o longa atual evita temas cruciais, como a criação do icônico rancho Neverland, o embranquecimento da pele de Michael, supostamente causado por vitiligo, e momentos emblemáticos, como sua apresentação no Super Bowl de 1993.

Além disso, o filme não aborda as controvérsias que abalaram a imagem do cantor, incluindo as acusações de abuso sexual de menores nos anos 1990 e 2000, assim como seus casamentos com Lisa Marie Presley e Debbie Rowe, e o nascimento de seus três filhos.

Ausência dos grandes álbuns e da irmã Janet Jackson

Os álbuns lançados entre 1991 e 2001, como Dangerous, HIStory: Past, Present and Future, Book I e Invincible, que contêm hits como “Black or White” e “They Don’t Care About Us” – cuja gravação do clipe no Brasil ficou famosa – também não estão contemplados no filme.

Outro destaque da ausência é Janet Jackson, irmã de Michael e parceira em vários momentos da carreira. O filme ignora completamente sua existência, inclusive a colaboração na música “Scream”. Fontes indicam que essa exclusão foi uma decisão da própria Janet, que preferiu não ser retratada na cinebiografia.

Reflexões sobre representatividade e memória

Ao escolher esse recorte para contar a história de Michael Jackson, o filme evidencia a complexidade de representar uma figura tão icônica e controversa. Para a comunidade LGBTQIA+, que frequentemente vê em Michael um símbolo de liberdade artística e expressão de identidade, a ausência de discussões mais profundas sobre sua vida pessoal e desafios pode parecer um apagamento de nuances essenciais.

Mais do que uma biografia, essa produção se torna um convite para refletirmos sobre como histórias são contadas e quem decide quais capítulos merecem ser revelados. A exclusão da Janet Jackson, uma artista fundamental e símbolo de força feminina negra, reforça debates sobre representatividade e os silenciamentos que acontecem até mesmo em narrativas culturais de grande impacto.

Em tempos em que a diversidade e a pluralidade de vozes ganham força, é importante lembrar que contar histórias não é apenas reviver memórias, mas também construir pontes para entendimentos mais profundos sobre identidade, gênero, raça e legado. Para a comunidade LGBTQIA+, essa abordagem seletiva reforça a necessidade de protagonismo e inclusão em todas as narrativas que tocam a cultura pop e a história da música.

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