Curta inovador traz vampiro que enfrenta a homofobia e ressignifica prazer e identidade LGBTQIA+
O cinema queer brasileiro ganha um novo marco com Coágulo, um curta-metragem que mistura terror e representatividade para contar uma história de libertação e prazer na terceira idade. Dirigido pelo cineasta sino-carioca Hsu Chien Hsin, o filme traz um vampiro nada convencional que desafia a homofobia e a transfobia ao protagonizar uma narrativa sensível e revolucionária.
Um vampiro que liberta e reinventa a vida
Em Coágulo, a terceira idade queer é celebrada de forma potente e poética. O personagem central, interpretado pelo performer Bayard Tonelli, é um idoso que vive recluso, em constante conflito com um filho homofóbico. Sua rotina ganha uma reviravolta com a chegada de um vampiro, vivido por Carmo Dalla Vechia, que, ao declamar versos do poeta Augusto dos Anjos, atua como um anjo libertador. Esse encontro dá ao personagem a chance de se reinventar, experimentando uma vida plena de prazer e intensidade mesmo aos 80 anos.
O filme traz ainda os atores Fernando Braga e Marcio Rosário, que também tem uma longa parceria com Hsu em curtas inovadores. Rosário destaca a importância de realizar produções que ultrapassem as fronteiras nacionais e dialoguem com públicos globais, especialmente em gêneros como o terror, com uma abordagem queer.
Experimentação e autonomia em formato curto
Para Hsu, o curta-metragem é um formato essencial para explorar novas linguagens e histórias que dificilmente encontrariam espaço em longas comerciais. Inspirado por uma entrevista do diretor Steven Soderbergh, o cineasta vê nesses projetos a oportunidade de exercer liberdade total na criação: desde a escolha do elenco até a experimentação de gêneros e narrativas.
Além de Coágulo, Hsu está envolvido em diversos projetos, incluindo a comédia musical Falsianne, a produção A Banda filmada em Porto Alegre, e a sátira social Os Emergentes, que discute a luta de classes com humor e irreverência.
Representatividade que transforma
Coágulo se destaca por dar visibilidade a uma parcela pouco mostrada da comunidade LGBTQIA+: a terceira idade. Ao unir elementos do terror clássico, como o vampiro, com uma narrativa de resistência e autodescoberta, o curta convida o público a refletir sobre envelhecimento, sexualidade e liberdade de ser.
Para a comunidade queer, o filme é um grito de afirmação, mostrando que a busca por prazer, identidade e afeto não tem idade, e que o cinema pode ser um espaço poderoso para desconstruir preconceitos e celebrar a diversidade em todas as fases da vida.
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