Nos últimos meses, a comunidade LGBTQIA+ tem enfrentado um ataque sem precedentes por parte do governo dos Estados Unidos, liderado pelo ex-presidente Donald Trump. Durante sua campanha presidencial de 2024, Trump fez promessas alarmantes que visavam especificamente os direitos de pessoas trans e, em particular, as crianças trans. Ele anunciou planos para proibir tratamentos de afirmação de gênero, barrar jovens trans de participar de esportes escolares e punir professores que apoiam alunos trans.
Assim que assumiu o cargo em janeiro de 2023, Trump emitiu uma ordem executiva que afirmava que existem apenas dois gêneros: masculino e feminino. Essa ordem não só redefine o gênero de forma excluindo todas as identidades de gênero, mas também exige que todas as agências federais e seus funcionários se refiram a essa definição limitada, afetando documentos oficiais como passaportes.
Além disso, Trump ordenou que prisioneiros trans fossem transferidos para prisões masculinas, o que gerou preocupações significativas sobre a segurança desses indivíduos em instituições federais. A ordem também estipula que banheiros e outras instalações devem ser designados com base no sexo biológico, retirando os direitos e proteções para pessoas trans que haviam sido estabelecidas pela administração Biden.
A situação se agravou com a emissão da ordem executiva “Acabar com a Indução Radical nas Escolas K-12”, que ameaça cortar financiamento de escolas que apoiam a transição social de estudantes menores de idade. Esse ataque se estende a uma reinterpretação da história dos Estados Unidos, promovendo uma educação patriótica e negando questões de viés inconsciente que poderiam ser vistas como divisivas.
Recentemente, Trump lançou a ordem “Protegendo Crianças de Mutilações Químicas e Cirúrgicas”, uma narrativa enganosa que distorce os cuidados médicos que jovens trans recebem, alegando falsamente que os médicos estão ‘mutilando’ crianças impressionáveis. Pesquisas demonstram que a maioria dos jovens trans não passa por cirurgias e que aqueles que recebem cuidados de afirmação de gênero têm altas taxas de satisfação e raramente se arrependem.
Esses ataques culminaram em uma série de ações que visam deslegitimar a presença de atletas trans no esporte, criando uma crise fictícia onde não existe. O governo de Trump tem tentado punir estados que defendem os direitos de atletas trans, como foi o caso em Maine, onde duas meninas trans participam de competições esportivas.
Diante desse cenário alarmante, a Chicago Teachers Union (CTU) reafirma seu compromisso de proteger e apoiar seus membros LGBTQIA+, estudantes e famílias. Nossas propostas contratuais e iniciativas de defesa visam garantir que os direitos LGBTQIA+ sejam respeitados e fortalecidos em nossas escolas. Entre as propostas já asseguradas estão a inclusão de cuidados de afirmação de gênero em nossos planos de saúde, a proteção da identidade de gênero dos alunos e o compromisso de educadores em apoiar a história LGBTQIA+ nas salas de aula.
A luta pela equidade e pelos direitos da comunidade LGBTQIA+ continua, e a CTU está na linha de frente, defendendo a dignidade e os direitos de todos os seus membros e alunos. Juntos, resistiremos aos ataques e promoveremos um ambiente seguro e acolhedor para todos, independentemente de sua identidade de gênero ou orientação sexual.
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