Mãe londrina revela sua luta contra o câncer de colo do útero e reforça a importância do exame para a saúde das mulheres
A história de Anna Millington, uma mãe de 36 anos de Londres, é um poderoso lembrete da importância do exame preventivo de câncer cervical. Quase desistindo do teste por vergonha e medo, Anna acabou descobrindo células anormais que revelaram um câncer em estágio inicial, salvando sua vida.
Em junho de 2021, Anna enfrentava o dilema que muitas mulheres conhecem: o desconforto e a ansiedade ao marcar o exame de Papanicolau. Estava no fim do seu período menstrual e sentia vergonha de ser examinada, o que quase a fez cancelar a consulta. Ainda assim, um instinto a motivou a seguir em frente.
O diagnóstico que mudou tudo
O exame detectou o vírus HPV e células anormais no colo do útero, o que levou a exames complementares. Anna não apresentava sintomas, mas recebeu um telefonema urgente do hospital para discutir os resultados. O diagnóstico: câncer cervical em estágio 1.
Para Anna, a preocupação inicial era a possibilidade de não poder ter mais filhos, uma dor que aprofundou quando soube que o câncer era agressivo e que o tratamento precisaria começar imediatamente. Com uma filha de 10 anos, Penelope, ela encontrou a força para lutar.
Uma batalha intensa pela vida
De julho a setembro de 2021, o câncer evoluiu para estágio 3, atingindo os linfonodos. Anna enfrentou uma cirurgia radical para remoção do útero, seguida de 25 sessões de radioterapia, cinco de quimioterapia e braquiterapia. O tratamento exaustivo impactou seu corpo e mente, trazendo efeitos colaterais como menopausa precoce, linfedema e fadiga, além do impacto emocional de lidar com a perda da fertilidade.
Apesar dos desafios, em fevereiro de 2022, Anna recebeu a notícia da cura. Porém, a jornada a transformou profundamente, fazendo-a perceber a importância de apoio e informação para quem enfrenta o câncer cervical.
Empoderando mulheres e empresas
Anna decidiu compartilhar sua experiência para desmistificar o câncer cervical e incentivar outras mulheres a não adiar seus exames. Em seu Instagram @cervical_cancer_and_me, ela cria um espaço seguro de acolhimento, onde fala abertamente sobre medo, perda, força e esperança.
Além disso, Anna reforça o papel fundamental das empresas em apoiar suas funcionárias, oferecendo flexibilidade para consultas médicas, licença adequada e campanhas de conscientização sobre a importância dos exames preventivos. Ela destaca que 35% das mulheres adiam o exame por conta do trabalho e que muitas sentem pressão para priorizar o emprego em detrimento da saúde.
Um chamado à ação para a comunidade LGBTQIA+
Embora a história de Anna seja sobre câncer cervical, ela ressoa fortemente com a comunidade LGBTQIA+, especialmente com mulheres trans, pessoas não binárias e demais corpos com colo do útero que também precisam de atenção e cuidado em saúde. A prevenção, o acesso a exames e o apoio emocional são direitos de todxs, e é fundamental que espaços seguros e inclusivos sejam garantidos para todas as identidades.
A trajetória de Anna inspira a luta contra o preconceito, o estigma e o silêncio que cercam a saúde íntima e reprodutiva. Cuidar de si é um ato de amor próprio e resistência. Por isso, nunca deixe o medo ou a vergonha impedirem um exame que pode salvar vidas.
Se você se identifica com essa história, compartilhe, informe-se e incentive quem está ao seu redor a fazer o exame preventivo. A prevenção é o primeiro passo para uma vida plena, vibrante e cheia de possibilidades.
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