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Conferência nacional reforça políticas contra violência LGBTQIA+

Conferência nacional reforça políticas contra violência LGBTQIA+

Evento em Brasília reúne ativistas e autoridades para debater direitos e combate à discriminação LGBTQIA+

Brasília se tornou palco de um importante encontro que reuniu mais de 1,5 mil pessoas de todo o Brasil para debater e fortalecer políticas públicas voltadas para a população LGBTQIA+. A 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ teve início com um chamado urgente à união entre sociedade civil e governo, apontando o caminho para enfrentar a violência e a discriminação que ainda assolam o segmento.

Resgatando a dignidade e a representatividade negra

Um dos destaques emocionantes veio da ativista baiana Jovanna Cardoso, conhecida como Jovanna Baby, que lembrou que 73% das pessoas trans no país são negras. Ela ressaltou a necessidade de inclusão real da comunidade em programas sociais, como o Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, que historicamente atendem famílias heterossexuais, deixando muitas pessoas LGBTQIA+ à margem. Jovanna, uma das pioneiras na luta pelos direitos das travestis e transexuais, enfatizou que o acesso igualitário aos benefícios é um passo fundamental para a justiça social.

Ativismo e políticas públicas: uma parceria essencial

A secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, reforçou que o ativismo é peça chave para o avanço dos direitos e para o enfrentamento da violência. Paralelamente, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, anunciou a criação de um grupo de trabalho para tratar das violações contra a população LGBTQIA+. Ele chamou atenção para o cenário precário em que vivem muitas pessoas trans, com altas taxas de desemprego e condições de sobrevivência difíceis, destacando a importância de pesquisas contínuas para fundamentar políticas eficazes: “O que não se mede não se transforma”.

Autoridades empenhadas na construção de uma política nacional

Quatro ministras marcaram presença na abertura do evento, reforçando o compromisso do governo em avançar nas políticas LGBTQIA+. Marcia Lopes, ministra das Mulheres, defendeu a ampliação das cotas para o segmento. Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas, destacou as violências sofridas por indígenas LGBTQIA+ em suas comunidades e a importância do respeito à diversidade para o progresso social. A ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, reconheceu os retrocessos dos últimos anos e a necessidade de retomar a mobilização pelo fortalecimento dessas políticas. Já Macaé Evaristo, ministra da Cidadania e dos Direitos Humanos, recebeu relatórios sobre as diversas formas de violência enfrentadas pela comunidade e defendeu uma política nacional inclusiva e eficaz.

Vozes da representatividade no Legislativo

Parlamentares como as deputadas Erika Hilton e Duda Salabert trouxeram relatos emocionantes sobre a resistência e a luta diária da comunidade LGBTQIA+. Erika lembrou que, mesmo diante do ódio e da violência, a população continua firme na busca por liberdade e respeito. Já Duda falou sobre a importância de garantir que as próximas gerações possam viver suas identidades com orgulho, sem vergonha ou medo, reforçando o papel das políticas públicas em transformar realidades.

Com o lema “Construindo a Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+”, a conferência segue até sexta-feira, consolidando um espaço de escuta ativa, debates profundos e a construção coletiva de um futuro mais justo e seguro para todas as pessoas LGBTQIA+ do Brasil.

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