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“Cooma Gaol: A Prisão Que Revela um Passado Sombrio da Comunidade LGBTQIA+ na Austrália”

"Cooma Gaol: A Prisão Que Revela um Passado Sombrio da Comunidade LGBTQIA+ na Austrália"
"Cooma Gaol: A Prisão Que Revela um Passado Sombrio da Comunidade LGBTQIA+ na Austrália"

O Cooma Gaol, uma prisão que por décadas guardou um passado sombrio, foi recentemente adicionado ao Registro do Patrimônio do Estado de Nova Gales do Sul, na Austrália. Este local é notável por ter sido a única prisão conhecida no mundo, entre 1957 e 1984, a encarcerar especificamente homens gays, mulheres trans e pessoas não binárias. O reconhecimento do Cooma Gaol como patrimônio é um passo significativo para a comunidade LGBTQIA+, que por muito tempo enfrentou injustiças e silenciamento.

Mark Salvestro, um dramaturgo que cresceu em Cooma e se identifica como gay, expressou seu horror ao descobrir a história da prisão em sua própria cidade natal. Para ele, a revelação de que uma prisão voltada para a comunidade LGBTQIA+ existiu na Austrália dos anos 50 foi alarmante. “Aprender que a Austrália estabeleceu uma prisão gay nos anos 50 foi de dar calafrios”, afirmou Salvestro, ressaltando que muitos na comunidade local desconheciam essa parte da história.

Desde 1984, quando a homossexualidade foi descriminalizada em Nova Gales do Sul, o Cooma Gaol tem estado em um processo de reavaliação de sua história. Em junho de 2024, o governo estadual se desculpou formalmente com aqueles que foram condenados sob leis que criminalizavam atos homossexuais. O ministro de Correções, Anoulack Chanthivong, declarou que o reconhecimento do passado injusto enfrentado por pessoas LGBTQIA+ no Cooma Gaol é uma etapa vital para a cura e reconciliação.

Salvestro, inspirado pela história da prisão, criou uma peça chamada “The Queen’s City of the South”, que explora as experiências da comunidade queer. A peça teve sua estreia no museu queer Qtopia, em Darlinghurst, um local com uma rica conexão histórica às experiências de pessoas queer em Sydney. Ele espera que sua produção ganhe vida em Cooma, promovendo o reconhecimento do passado queer da cidade.

Recentemente, bandeiras LGBTQIA+ foram hasteadas em Cooma durante o Mês do Orgulho, embora tenham sido vandalizadas no dia seguinte. Essa ação é um reflexo da luta contínua contra a homofobia que ainda persiste, mesmo que de maneira menos visível do que no passado. O reconhecimento da história do Cooma Gaol é um passo importante para a inclusão e aceitação, e Salvestro espera uma maior compreensão e engajamento da comunidade em relação a essa narrativa histórica.

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