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Coreia do Sul inclui casais LGBTQIA+ no censo pela primeira vez

Reconhecimento histórico traz visibilidade e abre caminho para direitos LGBTQIA+ no país
Coreia do Sul inclui casais LGBTQIA+ no censo pela primeira vez

Reconhecimento histórico traz visibilidade e abre caminho para direitos LGBTQIA+ no país

Em uma mudança silenciosa, mas profunda, a Coreia do Sul adotou uma importante atualização em seu sistema de registro censitário, que pela primeira vez permitirá que casais do mesmo sexo sejam reconhecidos oficialmente como “cônjuges” ou “parceiros que coabitam” no Censo de População e Habitação de 2025.

Essa mudança, celebrada como histórica por ativistas LGBTQIA+, resolve um problema antigo: até então, casais homoafetivos eram obrigados a se identificar como “outros coabitantes”, apagando suas relações e suas realidades da estatística oficial. A invisibilidade nos dados públicos impactava diretamente a formulação de políticas e o reconhecimento social desses cidadãos.

Visibilidade que abre portas para direitos

Embora a Coreia do Sul ainda não reconheça legalmente o casamento ou uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, a inclusão dos casais LGBTQIA+ no censo é um passo fundamental para que suas necessidades e direitos sejam mais bem compreendidos e considerados nas políticas públicas. O Ministério de Dados e Estatísticas do país já sinalizou que essa é apenas a primeira etapa para uma coleta de dados mais precisa e inclusiva.

O partido de esquerda Justiça expressou otimismo e espera que essa visibilidade se transforme em avanços concretos, como a legalização do casamento igualitário e a inclusão de pessoas trans nas estatísticas nacionais. Grupos de direitos humanos também saudaram a medida, mas alertaram para a necessidade de maior divulgação e inclusão de perguntas que abordem orientação sexual e identidade de gênero, garantindo que pessoas LGBTQIA+ solteiras também sejam contabilizadas.

Desafios e avanços no cenário sul-coreano

A sociedade sul-coreana ainda enfrenta resistências: pesquisas recentes apontam que mais da metade da população desaprova demonstrações públicas de afeto entre pessoas LGBTQIA+, e cerca de 50% se opõem ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Discriminação contra estudantes LGBTQIA+ e estigmas no ambiente de trabalho permanecem fortes, e leis militares criminalizam atos entre pessoas do mesmo sexo.

Porém, o movimento LGBTQIA+ tem conquistado espaço crescente na cultura popular e na mídia, com paradas do orgulho mais visíveis e celebridades que assumem suas identidades. Em 2024, decisões judiciais reconheceram direitos como benefícios de saúde para cônjuges do mesmo sexo, e há esperança na aprovação de uma lei nacional antidiscriminatória sob a atual presidência.

Um marco para a comunidade LGBTQIA+ no país

Ao incluir oficialmente casais LGBTQIA+ no censo, a Coreia do Sul dá um passo significativo rumo à igualdade e ao respeito. Essa mudança representa mais do que números: é um reconhecimento vital da diversidade familiar e amorosa, que fortalece a luta por direitos e dignidade para todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Para a comunidade LGBTQIA+ e seus aliados, esse avanço é um convite para continuar mobilizados, pressionando por mais inclusão, respeito e justiça social em todos os níveis da sociedade sul-coreana.

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