in

Corey Fogelmanis estrela filme sobre juventude não binária e aceitação

I Wish You All The Best traz esperança em meio à luta trans e não binária nos EUA
Corey Fogelmanis estrela filme sobre juventude não binária e aceitação

I Wish You All The Best traz esperança em meio à luta trans e não binária nos EUA

Em “I Wish You All The Best”, longa-metragem dirigido por Tommy Dorfman em sua estreia na direção, Corey Fogelmanis interpreta Ben, um adolescente não binário que embarca em uma jornada de autodescoberta e busca por aceitação. A trama acompanha Ben após sua revelação sobre identidade de gênero, enfrentando o repúdio dos pais e a expulsão de casa.

Sem um lugar para onde ir, Ben se reconecta com a irmã mais velha, Hannah (vivida por Alexandra Daddario), e seu marido Thomas (Cole Sprouse), mudando-se para uma nova cidade e escola. Lá, encontra apoio em uma professora de arte excêntrica, Ms. Lyons (Lena Dunham), e desenvolve uma conexão especial com Nathan (Miles Gutierrez-Riley), um colega doce e divertido.

Um retrato sensível e urgente

Embora o filme seja um drama de amadurecimento, Dorfman, atriz e diretora trans, ressalta que a obra não foi concebida como um filme político, mas seu protagonismo não binário já carrega uma forte carga política diante do cenário atual dos EUA. Desde a volta de Donald Trump à presidência, a comunidade trans e não binária enfrenta uma série de ataques e retrocessos legais, tornando histórias como a de Ben ainda mais importantes.

Corey Fogelmanis, que se identifica como queer, reforça a atemporalidade da narrativa, mas reconhece o medo real que muitos jovens trans e queer vivem hoje. Para ele, o filme é uma expressão de esperança e alegria queer, mostrando que encontrar amor e aceitação é possível, mesmo que nem todos tenham essa sorte.

Representatividade e empatia para todos

Miles Gutierrez-Riley, que interpreta Nathan, destaca o impacto de ver histórias que refletem a jornada de autodescoberta, mesmo que a experiência pessoal do público não seja idêntica. Ele acredita que a empatia que filmes como “I Wish You All The Best” promovem é essencial para construir um mundo mais compreensivo e inclusivo.

Dorfman, que também co-escreveu o roteiro, trouxe para a direção a experiência de atriz e uma sensibilidade que fizeram o ambiente do set ser acolhedor e profissional, segundo os atores. Fogelmanis lembra que a diretora usou uma playlist para ajudar a captar as emoções de Ben em cenas silenciosas, demonstrando seu cuidado em extrair performances genuínas.

O filme estreia nos cinemas dos EUA em 7 de novembro de 2025 e chega como uma importante narrativa queer que celebra a diversidade e o poder da aceitação em tempos difíceis.

“I Wish You All The Best” é mais do que um filme de amadurecimento: é um manifesto de esperança para jovens LGBTQIA+ que lutam por espaço e reconhecimento. Em uma era marcada por tantos desafios e retrocessos, histórias como essa reafirmam a importância de representar as múltiplas vozes da comunidade, mostrando que a jornada para ser quem se é pode ser dolorosa, mas também repleta de amor e possibilidade.

Este filme reforça o quanto a representatividade impacta emocionalmente, dando visibilidade a identidades frequentemente marginalizadas. Para a comunidade LGBTQIA+, especialmente jovens não binários e trans, “I Wish You All The Best” é um lembrete poderoso de que a aceitação e o amor-próprio são possíveis, mesmo quando o mundo parece hostil.

Que tal um namorado ou um encontro quente?

Clube aplica suspensão de três anos após uso de termo homofóbico em rede social

Manchester United bane torcedor por homofobia contra Chelsea

Drag queen celebra união com Pedro Lopes em cerimônia íntima em São Paulo

Gloria Groove oficializa casamento após quase 11 anos de amor