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CPTM — Linha 10 terá R$ 97 mi em reformas

Obras em Santo André e Mauá devem começar em maio, em meio ao debate sobre concessão da Linha 10-Turquesa. Entenda o que muda.
CPTM — Linha 10 terá R$ 97 mi em reformas

Obras em Santo André e Mauá devem começar em maio, em meio ao debate sobre concessão da Linha 10-Turquesa. Entenda o que muda.

A CPTM entrou nos assuntos em alta nesta sexta-feira (24) após a confirmação de um investimento de R$ 97 milhões em obras nas estações Prefeito Celso Daniel-Santo André e Mauá, na Linha 10-Turquesa, no ABC Paulista. O anúncio ganhou força porque acontece justamente quando o governo de São Paulo prevê conceder ainda em 2026 o único ramal que segue sob operação direta da companhia.

Segundo o contrato publicado no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (23), a CPTM firmou acordo com o Consórcio LK-JZ para executar intervenções de acessibilidade nas duas estações. A vigência do contrato será de 42 meses, e a empresa informou que os trabalhos devem começar em maio, simultaneamente nos dois pontos.

O que será feito nas estações da Linha 10-Turquesa?

De acordo com as informações divulgadas, as obras incluem novas passarelas de acesso às plataformas, elevadores, escadas fixas e adaptações em sanitários acessíveis e áreas externas. A proposta também prevê adequações às normas atuais de acessibilidade, à NR-24 e às exigências para obtenção do AVCB, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.

Na prática, isso significa tentar corrigir um problema antigo para quem depende do trem todos os dias. A própria reportagem que revelou o investimento mostrou o caso de uma família de Ribeirão Pires que enfrenta dificuldades para circular com cadeira de rodas na estação Santo André. Sem elevadores e rampas adequadas, o deslocamento depende muitas vezes da ajuda de terceiros, o que expõe usuários a constrangimento, demora e insegurança.

A CPTM afirmou que, durante algumas etapas das intervenções, pode haver interdição parcial ou total das plataformas. A companhia disse que será montada uma estratégia operacional para reduzir o impacto aos passageiros.

Por que a CPTM virou tendência no Google agora?

O interesse pela CPTM não se explica apenas pelo valor da obra. O tema cresceu porque ele se conecta a uma discussão maior sobre o futuro da mobilidade paulista: a privatização da Linha 10-Turquesa. Como esse é o único ramal ainda operado diretamente pela estatal, qualquer anúncio de investimento, mudança na frota ou reforma passa a ser lido também sob a lente da concessão.

Outro fator que ajuda a explicar a alta nas buscas é o histórico recente de insatisfação na própria linha. No último dia 10, o governo estadual recuou da decisão de retirar os trens mais novos da Linha 10 após críticas de passageiros e questionamentos sobre os critérios da troca. Na ocasião, composições mais antigas, com até 18 anos de uso, passaram a substituir trens com cerca de seis anos, que seriam direcionados para linhas já concedidas à iniciativa privada. Depois da repercussão negativa, a medida foi revista.

Esse contexto faz com que o novo investimento seja visto, ao mesmo tempo, como uma resposta a demandas reais e como parte de um momento político sensível para o sistema ferroviário. Hoje, a Linha 10-Turquesa atende 477.861 usuários por dia, segundo dados da própria CPTM.

Por que acessibilidade no transporte importa tanto?

Quando falamos de mobilidade, não estamos tratando só de trilhos, plataformas e cronogramas. Estamos falando de autonomia. Estações sem elevador, rampa ou circulação segura excluem pessoas com deficiência, idosos, pessoas com carrinho de bebê e pacientes em tratamento médico. Também afetam trabalhadores que fazem longos deslocamentos entre cidades do ABC e a capital.

Para a comunidade LGBTQ+ isso tem um peso extra, especialmente para pessoas trans, pessoas com deficiência e moradores de periferias que já convivem com múltiplas barreiras no acesso à cidade. Um transporte público mais acessível e seguro reduz vulnerabilidades e amplia o direito básico de ir e vir com dignidade.

Na avaliação da redação do A Capa, o investimento em acessibilidade é uma medida necessária e atrasada, não um favor ao passageiro. Em um sistema que atende quase meio milhão de pessoas por dia só na Linha 10, infraestrutura inclusiva deveria ser o padrão mínimo, independentemente de a operação ficar com o Estado ou com a iniciativa privada. O ponto central, daqui para frente, será acompanhar se a promessa sai do papel, se as obras respeitam quem usa a linha diariamente e se a futura concessão manterá compromisso real com acesso universal.

Perguntas Frequentes

Quando começam as obras da CPTM em Santo André e Mauá?

Segundo a CPTM, as intervenções devem começar em maio de 2026, ao mesmo tempo nas duas estações da Linha 10-Turquesa.

Quais melhorias estão previstas na Linha 10-Turquesa?

O pacote inclui passarelas, elevadores, escadas fixas, adaptações em sanitários acessíveis e ajustes para cumprir normas de acessibilidade e segurança.

A reforma da CPTM pode afetar a rotina dos passageiros?

Sim. A companhia informou que algumas etapas podem exigir interdição parcial ou total de plataformas, embora prometa reduzir ao máximo os impactos operacionais.


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