Levantamento revela aumento da oposição a pautas LGBTQIA+ e aborto, com conservadorismo em alta no Brasil
Uma recente pesquisa Ipsos/Ipec traz à tona um cenário preocupante para a comunidade LGBTQIA+ no Brasil. Apesar de uma leve queda geral no conservadorismo, a rejeição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo aumentou consideravelmente, invertendo uma tendência de maior aceitação observada nos últimos anos.
Segundo o levantamento, apenas 36% dos brasileiros aprovam o casamento gay, contra 47% que hoje demonstram rejeição. Essa mudança representa um retrocesso importante em um país que tem buscado ampliar direitos e fortalecer a diversidade.
Conservadorismo e pautas sociais
O índice geral de conservadorismo no Brasil permanece elevado, com 49% da população apresentando perfil conservador alto, 44% médio e apenas 8% baixo. Embora haja um recuo em relação a 2023, principalmente entre mulheres, idosos, pessoas com menor escolaridade e moradores das regiões Norte e Centro-Oeste, o índice ainda supera os níveis mais progressistas de 2021 e 2022.
No que diz respeito à segurança pública, o apoio a medidas duras é expressivo: 72% defendem a prisão perpétua para crimes hediondos, enquanto 65% apoiam a redução da maioridade penal. Por outro lado, a maioria se posiciona contra a posse de armas por cidadãos comuns e contra flexibilizações nesse sentido.
Aborto e direitos reprodutivos
O tema do aborto segue com forte rejeição, mantendo-se estável: 75% dos entrevistados são contrários à sua legalização. Isso aponta para um país onde as pautas de direitos sexuais e reprodutivos continuam enfrentando grandes resistências.
O que isso significa para a comunidade LGBTQIA+?
Esses dados indicam que o caminho para a igualdade e a aceitação ainda é árduo. O aumento da rejeição ao casamento gay sinaliza que discursos conservadores ganham força em setores da sociedade, impactando diretamente a vivência e os direitos da população LGBTQIA+.
É fundamental que a comunidade, aliada a movimentos sociais e aliados, intensifique a luta por direitos, respeito e visibilidade. Em tempos de retrocessos, a união e a resistência tornam-se ainda mais essenciais para garantir que o amor, em todas as suas formas, continue a ser celebrado e protegido no Brasil.
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