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Curta queer “Coágulo” com Carmo Dalla Vecchia estreia no Festival LGBTQIA+

Terror sensorial e vampírico traz representatividade da terceira idade queer com intensidade e poesia
Curta queer “Coágulo” com Carmo Dalla Vecchia estreia no Festival LGBTQIA+

Terror sensorial e vampírico traz representatividade da terceira idade queer com intensidade e poesia

O ator Carmo Dalla Vecchia, conhecido por seu talento e versatilidade, dá um passo importante no universo audiovisual ao integrar o elenco e assumir a produção associada do curta-metragem “Coágulo”. O filme acaba de ser selecionado para a 15ª edição do Rio LGBTQIA+ Festival Internacional de Cinema, um espaço de celebração e visibilidade para narrativas diversas e potentes.

Um terror queer com sangue e poesia

Dirigido por Hsu Chien, “Coágulo” se destaca por sua abordagem singular ao gênero do terror, apresentando uma trama que mistura elementos de vampirismo com um olhar queer que desafia preconceitos e homofobia. A obra não é apenas assustadora, mas também profundamente provocativa e sensorial, explorando as nuances das relações humanas sob a ótica da tensão, do desejo e do suspense.

O elenco conta ainda com Fernando Braga, Bayard Tonelli e Marcio Rosário, que juntos compõem um universo intenso e carregado de simbolismos. Carmo Dalla Vecchia interpreta um vampiro que, de forma poética, declama versos do poeta Augusto dos Anjos enquanto envolve suas vítimas em uma atmosfera sombria e envolvente.

Representatividade e liberdade na terceira idade

Um dos pontos mais emocionantes do curta é a representação da terceira idade queer, um tema pouco explorado no cinema e especialmente na cultura LGBTQIA+. Bayard Tonelli dá vida a um personagem idoso que vive recluso e sofre com a homofobia de seu próprio filho. A transformação desse personagem é catalisada pela presença do vampiro interpretado por Carmo, que funciona como uma espécie de anjo libertador.

“Criei ‘Coágulo’ para dar visibilidade à terceira idade queer”, explica o diretor Hsu Chien. “O filme mostra como, mesmo aos 80 anos, é possível reinventar a vida, experimentar o prazer e romper com as amarras do preconceito.” Essa mensagem de renovação e resistência ressoa profundamente com a comunidade LGBTQIA+, que muitas vezes vê suas histórias silenciadas ou invisibilizadas.

Uma experiência sensorial e política

Mais do que um filme de terror tradicional, “Coágulo” propõe uma experiência física e emocional que dialoga diretamente com quem vive a luta por direitos e reconhecimento. A produção aposta em uma narrativa que não se limita ao medo, mas que também celebra a potência do corpo, da identidade e do desejo queer em todas as idades.

Assim, o curta-metragem torna-se um manifesto artístico e político, reafirmando que o terror pode ser um instrumento de subversão e que a representatividade deve abarcar todas as fases da vida LGBTQIA+.

“Coágulo” chega para ampliar o espaço das narrativas queer no cinema brasileiro, trazendo uma voz forte e necessária para o debate sobre envelhecimento, liberdade e resistência.

Este curta é um convite para que a comunidade LGBTQIA+ e seus aliados celebrem a diversidade em sua forma mais autêntica e crua, reforçando que o prazer, a poesia e a transformação são possíveis em qualquer idade.

É inspirador ver artistas como Carmo Dalla Vecchia engajados em projetos que desafiam estigmas e ampliam o olhar para histórias que merecem ser contadas e vividas. “Coágulo” não é apenas um filme, é um grito de liberdade e um abraço acolhedor para todas as idades dentro da nossa comunidade.

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