Boatos sobre relacionamento ‘semi-binário’ entre as artistas são fake news, amizade é o que realmente existe
Nas últimas semanas, uma onda de rumores tomou conta das redes sociais afirmando que Cynthia Erivo e Ariana Grande estariam em um relacionamento “semi-binário” — um termo confuso e não oficial que circulou em meio a especulações sobre sua amizade próxima e demonstrações públicas de afeto. Porém, ao aprofundar-se nos fatos, fica claro que essa narrativa não passa de uma fake news, fruto de mal-entendidos e desinformação.
Origem da fake news: sátira confundida com verdade
O boato ganhou força após uma publicação satírica em uma página de Facebook chamada The Lamented, que ironizava a relação das duas atrizes como uma “relação semi-binária, não-demi-curiosa”. A página, conhecida por seu conteúdo humorístico e sarcástico, não tinha intenção de informar, mas muitos fãs e internautas interpretaram a piada como fato.
Nem Cynthia Erivo nem Ariana Grande jamais utilizaram esse termo para descrever a relação delas. Em entrevistas, podcasts e aparições públicas, ambas reforçaram que se tratam de uma amizade profunda e cheia de apoio mútuo, sem conotações românticas ou de rótulos de identidade.
Amizade verdadeira, não romance
Ariana Grande explicou em seu podcast que os gestos de afeto, como segurar a mão de Erivo, são sua forma de transmitir suporte e energia, uma linguagem corporal de solidariedade emocional, e não indicam um relacionamento amoroso. Erivo, por sua vez, descreve a amizade como uma irmandade e parceria artística, enfatizando que a proximidade física entre elas é uma forma de comunicação afetiva, não romântica.
Além disso, ambas têm relacionamentos amorosos conhecidos: Ariana está com o ator Ethan Slater, enquanto Cynthia mantém um relacionamento com Lena Waithe. A identificação de Erivo como queer e bissexual é parte de sua autenticidade, mas isso não se traduz em um romance com Ariana Grande.
O impacto da desinformação nas narrativas LGBTQIA+
Esse episódio evidencia como a cultura das redes sociais pode distorcer relações, especialmente quando se mistura curiosidade, desejo por narrativas românticas e o uso incorreto de termos de identidade. Rumores como esse alimentam confusão e podem causar danos à compreensão pública sobre diversidade, além de invadir a privacidade das pessoas envolvidas.
É fundamental que o público LGBTQIA+ e aliados estejam atentos para não reproduzir boatos e respeitar as definições pessoais de cada indivíduo sobre suas relações e identidades. A verdadeira representatividade vem do reconhecimento e respeito às histórias autênticas, não de especulações infundadas.
Ao celebrar a amizade genuína e o apoio entre Cynthia Erivo e Ariana Grande, reconhecemos que o afeto pode ser múltiplo e não precisa estar atrelado a um romance para ser significativo. Essa distinção fortalece a diversidade de expressões dentro da comunidade LGBTQIA+ e convida a uma reflexão mais empática sobre como construímos nossas conexões afetivas.
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