in

Dani Laidley critica AFL por falta de educação contra homofobia

Ex-jogadora e ativista LGBTQIA+ denuncia falhas da AFL no combate ao discurso homofóbico entre atletas
Dani Laidley critica AFL por falta de educação contra homofobia

Ex-jogadora e ativista LGBTQIA+ denuncia falhas da AFL no combate ao discurso homofóbico entre atletas

Dani Laidley, ex-jogadora e ícone da representatividade LGBTQIA+, fez um alerta contundente sobre a atual postura da Australian Football League (AFL) no enfrentamento da homofobia. Em entrevista, ela afirmou que a liga “deixou a peteca cair” ao não investir adequadamente na educação dos jogadores sobre discriminação homofóbica, mesmo diante de casos recentes envolvendo atletas sob investigação por comentários preconceituosos.

Homofobia ainda ronda os campos da AFL

O mais recente episódio envolve o jovem Riak Andrew, de 20 anos, jogador do Sydney Swans, que está sendo apurado após suposta fala homofóbica durante uma partida da VFL. Andrew, que se mostrou arrependido, é o quinto atleta ou treinador chamado para prestar contas à Unidade de Integridade da AFL nos últimos dois anos por comentários semelhantes.

Laidley, que atua como defensora da comunidade LGBTQIA+, ressaltou que esses casos são frequentes e que a AFL não tem se empenhado o suficiente para erradicá-los. “Isso continua acontecendo e acho que não se dedica tempo suficiente para mudar essa cultura. A AFL está deixando a peteca cair”, disse ela ao The Herald Sun.

Falta de ações concretas e o impacto na comunidade LGBTQIA+

A ex-treinadora do North Melbourne relembrou que havia planos para realizar palestras presenciais sobre diversidade e inclusão nos clubes, uma iniciativa que foi engavetada após a saída do ex-CEO da AFL, Gillon McLachlan. Atualmente, a liga opta por treinamentos on-line obrigatórios, que, segundo Laidley, não são suficientes para gerar mudanças reais. “Não dá para levar a sério quando só fazem módulos on-line. Educação precisa envolver histórias de vida e experiências reais”, afirmou.

Ela também destacou que a ausência de jogadores assumidamente gays ou bissexuais na AFL pode estar relacionada à forma como o tema é tratado, afastando talentos que poderiam se sentir inseguros ou desprezados. “A comunidade LGBTQIA+ dentro da AFL pode ter dezenas de homens, e isso os afeta de modos diferentes”, explicou.

Consequências para a saúde mental e a necessidade de apoio

Laidley também falou sobre como os comentários homofóbicos afetavam seu próprio bem-estar durante sua carreira, causando ansiedade e isolamento. Ela lembrou que, apesar de hoje ter orgulho de sua identidade, muitos jovens atletas ainda sofrem em silêncio, temendo o julgamento de colegas e torcedores. “São apenas palavras, dizem, mas elas moldam como um jogador se sente sobre si mesmo”, destacou.

Resposta do clube e da AFL

O Sydney Swans, clube de Riak Andrew, afirmou que o comportamento do atleta não reflete seus valores e que usará o episódio para promover educação e suporte ao jogador. Enquanto isso, a Unidade de Integridade da AFL investiga o caso para aplicar as sanções cabíveis, que podem incluir suspensão.

Nos últimos anos, a AFL Players Association (AFLPA) também manifestou críticas à liga por inconsistências no tratamento de casos de homofobia, pedindo uma revisão urgente das políticas disciplinares para garantir justiça e proteção para todos os envolvidos.

Um chamado para a mudança verdadeira

Dani Laidley, com sua experiência pessoal e compromisso com a causa, conclama a AFL a abandonar medidas superficiais e investir em educação profunda que transforme a cultura do futebol australiano, tornando-o um espaço mais inclusivo e acolhedor para a comunidade LGBTQIA+. Sua voz ressoa como um chamado urgente para que o esporte abrace a diversidade de forma genuína e eficaz.

Que tal um namorado ou um encontro quente?

Pai de Noah faz apelo emocionado por orações enquanto o menino luta pela vida no hospital

Tarbinha em estado grave após queda em piscina em Gozo, Malta

Comediante revela que preconceito do apresentador limitou sua carreira e afetou sua permanência na televisão

La Pola denuncia homofobia de Kike Morandé e impacto na TV chilena