Cantor fala sobre homofobia nas ruas e críticas políticas que marcaram sua trajetória no Festival de Viña
Dani Ride, artista que representa a diversidade e a força da comunidade LGBTQIA+, voltou a falar sobre um episódio doloroso de ataque homofóbico sofrido em Santiago Centro. O cantor relatou que um homem, enquanto fazia pregações evangélicas em uma praça, se aproximou dele e o escupiou no rosto sem qualquer provocação. Esse momento chocante expôs a violência cotidiana que ainda enfrenta quem vive a liberdade de ser.
Nas redes sociais, Dani foi enfático ao relacionar o ataque com o clima político do país. Ele lembrou que o agressor parecia ser um apoiador do presidente eleito José Antonio Kast, figura que já havia criticado diretamente sua arte e identidade. “Votaram isso, semearam o ódio”, declarou, mostrando como discursos de ódio reverberam em atos violentos na vida real.
Polêmica com Kast e a canção “Infernodaga” no Festival de Viña
O cantor também relembrou a polêmica envolvendo Kast durante o Festival de Viña do Mar 2025, onde Dani apresentou a música “Infernodaga”. A canção, profundamente pessoal, nasce de uma carta que ele escreveu para sua mãe em 2018 e fala sobre sua vivência como homem gay, enfrentando preconceitos e descobertas.
Kast chegou a chamar a música de “sacrilégio” e afirmou que o festival seria palco do que ele chamou de “pior da cultura identitária frenteamplista”, classificando o trabalho como um insulto à cultura chilena. Dani esclareceu que, embora Kast não tenha o atacado fisicamente, houve um ataque político direto, principalmente vindo do Partido Republicano, que teria articulado a polêmica para desestabilizar sua participação no evento.
O artista revelou que, enquanto assessor territorial da deputada Claudia Mix, soube antecipadamente das tentativas de transformar sua arte em um conflito político. “Me disseram que o Partido Republicano estava armando isso”, contou. Essa manipulação política em torno da sua expressão artística evidencia as dificuldades que pessoas LGBTQIA+ enfrentam ao ocupar espaços públicos e culturais.
Resistência e representatividade na cena musical
Dani Ride segue firme como voz da comunidade LGBTQIA+, utilizando sua música e sua história para desafiar preconceitos e inspirar outras pessoas a viverem suas verdades. Sua trajetória mostra como a arte pode ser um instrumento poderoso de resistência e transformação social, especialmente em tempos de polarização e intolerância.
O ataque homofóbico sofrido por Dani Ride não é um caso isolado, mas um reflexo da necessidade urgente de combater o ódio e promover o respeito à diversidade. A repercussão das críticas de Kast à sua música também demonstra como a cultura identitária ainda é alvo de ataques, mas também de resistência e reafirmação.
Em tempos em que a representatividade LGBTQIA+ é mais necessária do que nunca, a coragem de Dani Ride em compartilhar suas experiências fortalece a luta por um mundo mais justo e inclusivo. Sua voz, que ecoa na música e na vida, é um lembrete de que o amor e a autenticidade sempre terão espaço, mesmo diante da adversidade.
O impacto cultural dessa narrativa vai além da música: ela ressoa como um chamado para a empatia e o respeito, fundamentais para a convivência em uma sociedade plural. Para a comunidade LGBTQIA+, histórias como a de Dani Ride são vitais para inspirar resistência, orgulho e a contínua busca por visibilidade e direitos.
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