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D.C. paga R$ 2,5 milhões a policial gay por discriminação no trabalho

Sargento Deon Jones sofreu homofobia e ambiente hostil durante 28 anos no sistema prisional de Washington, D.C.
D.C. paga R$ 2,5 milhões a policial gay por discriminação no trabalho

Sargento Deon Jones sofreu homofobia e ambiente hostil durante 28 anos no sistema prisional de Washington, D.C.

Após enfrentar anos de homofobia e discriminação dentro do Departamento de Correções de Washington, D.C., o sargento Deon Jones, veterano com 28 anos de serviço, receberá uma indenização de US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,5 milhões) em acordo judicial com a cidade.

Jones entrou com o processo em 2021, denunciando um ambiente de trabalho hostil onde era alvo constante de xingamentos homofóbicos tanto por parte de colegas quanto de presos. Ele relatou ter sido chamado de “viado”, “maricas” e outras ofensas, além de ser ignorado em pedidos de ajuda durante situações de risco.

Um ambiente tóxico e violento

O processo revela episódios chocantes: em 2006, Jones foi agredido por um superior após reclamar do comportamento inadequado deste. Em diversas ocasiões, seus pedidos de socorro via rádio foram desconsiderados, mesmo com supervisores próximos, colocando sua segurança em grave perigo.

Em uma situação, ele quase foi vítima de um ataque sexual por um preso no elevador, sem que nenhum supervisor viesse em seu auxílio. Essa negligência e hostilidade se estenderam por anos, culminando em retaliações quando Jones buscava proteção e promoção.

Luta por justiça e reconhecimento

Apesar de levar suas queixas a superiores e até mesmo à prefeita Muriel Bowser, Jones não recebeu apoio efetivo. O desgaste emocional foi intenso, com quadros de depressão, transtorno de estresse pós-traumático e múltiplas crises de ansiedade.

Com o apoio da ACLU de Washington, D.C., e do escritório internacional WilmerHale, Jones moveu a ação contra a cidade e seus supervisores. Após longos trâmites judiciais, o acordo de US$ 500 mil foi fechado em fevereiro de 2026, sem que houvesse admissão de culpa pelos envolvidos.

Como parte do acordo, Jones concordou em se aposentar, recebendo remuneração integral durante o período de transição, e terá um registro neutro em futuras referências profissionais.

Impacto para a comunidade LGBTQIA+

Em sua declaração, Jones afirmou: “Esta indenização mostra que nossa dor importa e que ambientes de trabalho hostis têm consequências reais. Para quem enfrenta discriminação, saibam que vocês têm direitos e podem buscar justiça.”

Essa vitória, embora tardia, simboliza a resistência e a luta contra o preconceito estrutural que ainda permeia instituições públicas, inspirando a comunidade LGBTQIA+ a não se calar diante de abusos.

O caso de Deon Jones traz à tona a urgência de promover espaços seguros e respeitosos para pessoas LGBTQIA+ em todos os setores, especialmente em ambientes tradicionalmente tóxicos e machistas, como o sistema prisional.

É um lembrete poderoso de que a invisibilidade e o silêncio só perpetuam a violência, e que a representatividade e o acolhimento são ferramentas fundamentais para a transformação social.

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