Alta nas buscas por dec acompanha debate sobre turismo e preservação nos Adirondacks; saiba o que está em jogo na proposta.
O termo dec ganhou tração nas buscas nesta quinta-feira (23), após o Departamento de Conservação Ambiental do Estado de Nova York realizar uma consulta pública sobre novas regras para controlar o fluxo de visitantes no Parque Adirondack, nos Estados Unidos. Em Ray Brook, a discussão envolve estacionamento, superlotação nas trilhas e danos ambientais em uma das regiões naturais mais visitadas do estado.
Segundo o órgão, conhecido pela sigla DEC, a visitação às terras públicas da reserva florestal de Nova York vem crescendo ao longo da última década, com pico recorde em 2020 em vários pontos turísticos. Diante desse aumento, o estado encomendou à consultoria DJ&A um relatório concluído em fevereiro de 2025 para mapear riscos à segurança, pressão sobre a infraestrutura e impactos aos recursos naturais, especialmente na região de High Peaks.
Por que o tema dec está em alta no Brasil?
Como a palavra “dec” é curta e genérica, ela costuma disparar curiosidade em ferramentas de busca quando aparece associada a uma notícia internacional ou sigla oficial. Neste caso, o interesse cresceu por causa da repercussão do debate sobre como equilibrar turismo e conservação ambiental nos Adirondacks — um tema que também conversa com discussões brasileiras sobre acesso a parques, preservação de trilhas e turismo sustentável.
O relatório citado pelo DEC aponta gargalos em áreas de entrada para os High Peaks, conjunto que reúne 46 montanhas com mais de 4 mil pés de altitude. Um dos focos é a área entre a Garden Trailhead, na Route 73, e a Adirondack Loj Road. Ali, o estacionamento é limitado e, quando as vagas acabam, carros passam a ocupar acostamentos e vias próximas. Em períodos de maior movimento, especialmente fins de semana e feriados no verão, isso aumenta o risco para pedestres e motoristas.
Outro ponto crítico é a trilha de Cascade Mountain, uma das rotas mais curtas até um dos picos mais famosos da região. Por ser mais acessível, ela atrai muitos visitantes. O problema é que o estacionamento oficial no início da trilha é pequeno. Quando lota, pessoas deixam os carros na beira da estrada e caminham por trechos de rodovia com tráfego rápido para alcançar a entrada da trilha.
Quais mudanças o DEC estuda para os Adirondacks?
As recomendações da consultoria incluem uma implementação em fases. Entre as propostas estão melhor sinalização, incentivo a destinos menos cheios, monitoramento contínuo das condições locais, gestão de estacionamento e até um possível sistema de permissão ou reserva para caminhadas.
O estado já opera desde 2021 um sistema de reserva de estacionamento, em parceria com a Adirondack Mountain Reserve, para organizar o acesso a trilhas ao longo do corredor da Route 73 entre maio e outubro. Agora, o novo estudo sugere ir além: limitar a 400 visitantes por dia na região de Adirondack Loj e a 240 visitantes por dia na região de Cascade. Caso um sistema de permissão para trilhas seja adotado, os pesquisadores defendem postos presenciais de check-in nas entradas, o que exigiria mais equipes no local.
O que motivou a proposta
Além do trânsito e da falta de vagas, o relatório descreve sinais claros de superlotação em trilhas e cumes. Um dos efeitos observados é o pisoteio de vegetação fora das rotas oficiais, quando visitantes saem do caminho para ultrapassar outras pessoas. Isso também favorece a abertura de trilhas informais, chamadas de “social trails”, que desgastam ainda mais áreas sensíveis.
A pesquisa com visitantes mostrou que a maioria não se incomoda em encontrar outras pessoas na caminhada, mas relata piora na experiência quando precisa passar ou ser passada o tempo todo em trechos estreitos. Os pesquisadores também mediram o indicador “people per viewscape”, algo como número de pessoas por campo de visão. Em Mount Marcy, houve mais de 10 pessoas visíveis ao mesmo tempo em quase metade dos períodos observados nos fins de semana, com picos de até 32.
Reação do público foi dividida
Na reunião pública desta semana, a recepção às propostas foi mista. Houve apoio à ideia de conter o uso excessivo e proteger a paisagem natural, mas também resistência à exigência de cadastro prévio. Um dos participantes afirmou que muitos moradores da região não planejam trilhas com semanas ou meses de antecedência, o que poderia tornar o acesso menos democrático.
Outra participante argumentou que o volume de pessoas em montanhas muito populares, como Cascade e Mount Marcy, não deveria servir de parâmetro para restringir uma área mais ampla do parque. Por enquanto, o DEC não tomou decisão final. O órgão seguirá recebendo comentários por e-mail até 1º de junho.
Para o público LGBTQ+ que valoriza viagens de natureza, trilhas e escapadas de bem-estar, o debate tem um ponto importante: preservar áreas naturais também significa garantir que esses espaços continuem acolhedores, seguros e acessíveis no futuro. Em vários destinos, inclusive no Brasil, a discussão sobre lotação, infraestrutura e inclusão já faz parte da experiência de quem busca lazer ao ar livre sem abrir mão de respeito e sustentabilidade.
Na avaliação da redação do A Capa, o caso dos Adirondacks mostra um dilema cada vez mais comum: proteger a natureza sem transformar o acesso em privilégio para quem pode planejar tudo com muita antecedência. Gestão ambiental séria precisa combinar conservação, segurança e inclusão — três pilares que também deveriam orientar políticas de turismo em parques brasileiros.
Perguntas Frequentes
O que é o DEC?
DEC é a sigla do Departamento de Conservação Ambiental do Estado de Nova York, órgão responsável por políticas ambientais e gestão de áreas naturais públicas.
O Parque Adirondack vai exigir reserva para trilhas?
Ainda não. A medida foi recomendada em relatório técnico, mas o estado de Nova York não tomou decisão final e segue ouvindo a população.
Até quando o público pode enviar comentários?
De acordo com o órgão, os comentários podem ser enviados por e-mail até 1º de junho de 2026.
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