Conheça homens reais perto de você

Quer conhecer caras agora? Vem pro Disponivel.com

  • ✔️ Perfis com vídeos, fotos e live cam
  • 📍 Encontros por proximidade
  • 🔥 Bate-papo por região 24h
Entrar grátis e ver quem tá online
Menu

A Capa é um portal LGBT+ com notícias atualizadas sobre cultura, entretenimento, política, diversidade e a comunidade LGBTQIA+. Confira os destaques de hoje.

in

Defesa de cabeleireiro esfaqueado em SP pede reclassificação por homofobia

Defesa de cabeleireiro esfaqueado em SP pede reclassificação por homofobia

Cliente insatisfeita atacou Eduardo Ferrari com faca e proferiu ofensas homofóbicas; defesa busca tentativa de homicídio

O cabeleireiro Eduardo Ferrari foi vítima de um ataque violento e cheio de preconceito na Zona Oeste de São Paulo. Na última terça-feira (5), uma cliente insatisfeita com o corte da franja o esfaqueou pelas costas dentro do salão onde ele trabalha, na Barra Funda. Agora, a defesa de Eduardo está lutando para que o crime seja reclassificado como tentativa de homicídio e homofobia, e não apenas como lesão corporal, ameaça e autolesão, como está registrado no boletim de ocorrência.

Agressão com motivação homofóbica

A advogada Quecia Montino, que representa Eduardo, afirma que o ataque foi premeditado e motivado por homofobia. Segundo ela, a agressora, Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, declarou aos policiais que sua intenção era “matar esse viado desgraçado”. Essa declaração revela não só o dolo na agressão, mas também um possível crime de ódio contra a identidade de gênero e orientação sexual da vítima.

Além da facada, a cliente ainda fez ameaças graves via WhatsApp, chamando Eduardo de “viado desgraçado” e afirmando que queria colocar fogo no salão. Durante o ataque, mesmo imobilizada, Laís continuou a ameaçar o cabeleireiro, dizendo que ele “estava marcado para morrer” e que poderia mandar terceiros cometerem o crime.

Contexto do conflito

Eduardo contou que, cerca de um mês antes do ataque, Laís havia feito um procedimento de mechas e texturização no cabelo e saiu satisfeita, inclusive divulgando fotos do resultado nas redes sociais. No entanto, dias depois, ela passou a reclamar do serviço e a exigir reparação financeira, alegando ter sofrido um “corte químico” — uma quebra intensa dos fios causada por excesso ou incompatibilidade de processos químicos.

Na terça-feira do ataque, Laís retornou ao salão exigindo o reembolso e começou a ameaçar os funcionários com palavras de baixo calão e cunho homofóbico. O gerente orientou que ela buscasse a Justiça ou o Procon para contestar o serviço. Irritada com a negativa, ela pegou uma faca de serra e golpeou Eduardo nas costas, causando um ferimento superficial.

Reação e desabafo da vítima

Abalado, Eduardo Ferrari desabafou que não entende como a agressora poderia agir assim, e lamentou o fato de ter ouvido na delegacia que o caso “não ia dar em nada”, por não ter parentes influentes. Ele reforça a necessidade de justiça e punição exemplar para que episódios assim não se repitam.

Nas redes sociais, Laís chegou a justificar o ataque dizendo que sua franja havia ficado “parecendo o Cebolinha”, personagem da Turma da Mônica, e admitiu ter feito uma ofensa homofóbica ao profissional antes da agressão.

Próximos passos da defesa

A advogada de Eduardo pretende acionar diretamente o Ministério Público para que o caso seja analisado e o crime reclassificado, incluindo a apuração do componente homofóbico, que hoje é equiparado ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo ela, a dinâmica da agressão, a violência empregada e as ameaças fazem com que o caso mereça uma investigação mais profunda.

A Polícia Civil informou que a delegada já encaminhou o caso ao Juizado Especial Criminal, cabendo agora ao Ministério Público e ao Poder Judiciário a análise e deliberação sobre a tipificação do crime.

Este episódio trágico expõe o quanto a homofobia ainda pode se manifestar de forma violenta, mesmo em ambientes cotidianos como um salão de beleza. A luta pela justiça e pelo reconhecimento do crime como motivado por ódio é fundamental para que a comunidade LGBTQIA+ sinta-se protegida e respeitada em todos os espaços.

O ataque a Eduardo Ferrari serve como um alerta para a necessidade urgente de ampliar a conscientização e fortalecer as políticas públicas contra a violência homofóbica. A coragem da vítima em denunciar e buscar reparação é inspiradora e reforça que a impunidade não pode ser uma opção para crimes motivados pelo preconceito.

Que tal um namorado ou um encontro quente?

Sair da versão mobile