Cliente insatisfeita levou faca ao salão e proferiu ofensas homofóbicas antes do ataque
O caso que chocou São Paulo na última quarta-feira (6) ganha novos desdobramentos. A defesa do cabeleireiro Eduardo Ferrari, vítima de uma tentativa de esfaqueamento em um salão na Barra Funda, revelou que a cliente Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, premeditou o ataque. Além disso, mensagens anexadas ao processo indicam que a mulher proferiu ofensas homofóbicas contra o profissional antes do crime.
Segundo a advogada Quecia Montino, as conversas de WhatsApp apresentadas mostram que Laís chegou a ameaçar “colocar fogo” no cabeleireiro e carregava uma faca de cozinha em sua bolsa no momento do atendimento, evidenciando a intenção planejada de agressão.
O que motivou o ataque?
O conflito teria sido desencadeado pela insatisfação de Laís com o corte de cabelo realizado por Eduardo. Em vídeos que viralizaram nas redes sociais, a cliente reclama que o cabelo ficou parecido com o personagem “Cebolinha” e que não obteve retorno ao tentar contato pelo WhatsApp para resolver o problema.
“Eu mandei mensagem no WhatsApp e eles ficaram dois dias sem me responder. Aí sabe o que eu fiz? Ofendi ele. Falei: ‘Seu v*ado desgraçado, arruma o meu cabelo’. Na hora ele respondeu”, relatou a mulher em um dos vídeos. Ela alegou ainda ter sofrido um corte químico, porém o salão nega essa versão.
O momento da agressão
Imagens das câmeras de segurança do salão mostram que, enquanto o cabeleireiro atendia outra cliente, Laís conversava com ele e, em um momento, retirou uma faca de cozinha da bolsa para tentar esfaqueá-lo. A ação foi rapidamente contida por seguranças presentes no local.
O episódio não só expõe a violência física, mas também os ataques verbais carregados de homofobia, um reflexo preocupante da transfobia e preconceito que muitas pessoas LGBTQIA+ ainda enfrentam, mesmo em espaços que deveriam ser seguros e acolhedores.
Reflexões sobre o caso e o impacto na comunidade LGBTQIA+
Este caso evidencia como o preconceito e a intolerância podem se manifestar de forma violenta, colocando em risco profissionais LGBTQIA+ e reforçando a urgência de políticas públicas e sociais que promovam respeito e proteção. A coragem do cabeleireiro em continuar seu trabalho diante de tamanha agressão merece reconhecimento e apoio de toda a sociedade.
Além disso, a repercussão do episódio serve como alerta para a comunidade LGBTQIA+ e seus aliados sobre a importância da solidariedade e da luta contra toda forma de discriminação. Espaços de trabalho inclusivos e seguros são essenciais para que cada pessoa possa expressar sua identidade sem medo.