De Doechii a Lorde: o que a sua playlist diz sobre sua jornada e identidade queer em 2025
É aquela época do ano que a gente ama: o Spotify Wrapped está de volta para revelar as trilhas sonoras que embalaram nossos momentos mais intensos em 2025. Para a comunidade LGBTQIA+, a música é mais que som – é identidade, resistência e celebração. E a lista dos artistas que dominaram seu ano pode dizer muito sobre quem você é, suas batalhas, alegrias e desejos.
O retrato da sua alma queer através da música
Se a sua playlist foi dominada por Doechii, parabéns: você viveu um ano intenso, cheio de festas, liberdade e autoaceitação. Com sua energia contagiante, Doechei é o hino de quem parou de se importar com os julgamentos e abraçou sua verdade. Como ela mesma canta: “Essas pessoas não me afetam”.
Já quem se identificou com Lorde provavelmente esteve mergulhado numa nostalgia profunda. A rainha do indie pop trouxe à tona sentimentos sobre o fim da juventude e aquele medo quase melancólico de crescer, que ecoa forte na geração millennial e Gen Z queer. Talvez você tenha encontrado consolo em longas caminhadas e reflexões sobre tempos mais simples, antes das responsabilidades pesarem.
Para as que acompanharam Renée Rapp, sabemos que o coração passou por altos e baixos. Talvez um término recente tenha sido o pano de fundo, mas a beleza está em como você se mantém radiante mesmo nos momentos de vulnerabilidade. É hora de se permitir um respiro, talvez se afastar um pouco dos vídeos e edições que alimentam a tristeza, e olhar para frente com esperança.
Celebrando a autenticidade com ícones queer
Quem se jogou nas vibes de CMAT é aquela pessoa que domina qualquer festa, sem medo de ser quem é. Essa artista irlandesa é o símbolo da autenticidade e da coragem de se expressar sem filtros, pronta para confrontar qualquer preconceito que apareça no caminho.
O nome Kwn pode ter sido o segredo mais quente da sua playlist, com sons que embalaram noites ousadas e danças liberadoras. Esse artista traz a energia NSFW que só a gente entende, celebrando o prazer e o poder de estar no centro do palco da própria vida.
Enquanto isso, Brandi Carlile simbolizou um ano de autodescoberta e reconexão com a natureza e consigo mesma. A aceitação dos altos e baixos da vida foi o tom principal, um convite para encontrar paz mesmo quando nada está perfeito.
Amor, força e futuro: as trilhas sonoras da comunidade
Se você viveu seu “lover girl era” ao som de Lucy Dacus, sabe como é querer que cada canção seja uma declaração para aquele crush especial. Quem nunca sonhou em um pedido de casamento no palco durante uma turnê?
Nxdia representa a força de ser unapologetic, vivendo o presente sem ter todas as respostas, mas com a coragem de seguir em frente. É um hino para quem encara a incerteza com bravura.
Para as que enfrentaram um ano difícil, ouvindo Cat Burns, a mensagem é de esperança e resiliência. Mesmo diante de paredes que parecem intransponíveis, a luz interior nunca se apaga.
E se sua vibe foi toda para o estilo Y2K, danças virais e TikTok, Katseye foi a trilha perfeita para um ano cheio de tendências e diversão, mesmo que o celular tenha sido um companheiro inseparável.
O poder da música na vivência LGBTQIA+
O Spotify Wrapped 2025 não é só uma retrospectiva musical; é um espelho das emoções, identidades e vivências da comunidade LGBTQIA+. Cada artista e cada canção refletem jornadas únicas de amor, luta, liberdade e pertencimento. A música nos conecta, nos fortalece e nos acolhe, especialmente em tempos de desafios.
Para nós, queer, a playlist do ano é mais do que um ranking: é um mapa afetivo que traduz o que sentimos, o que desejamos e quem escolhemos ser. Que em 2026 possamos seguir dançando ao som da nossa verdade, celebrando nossa diversidade e criando espaços onde cada nota é um grito de orgulho e amor.
Que tal um namorado ou um encontro quente?


